- O IPCA subiu 0,88% em março, com impactos destacados pelos combustíveis, segundo o gerente do IPCA do IBGE, Fernando Gonçalves.
- Gasolina avançou 4,59% em março, diesel subiu 13,90%, etanol subiu 0,93% e gás veicular caiu 0,98%; a média dos combustíveis avançou 4,47%.
- A gasolina pressionou a inflação em 0,23 ponto porcentual; o diesel contribuiu com 0,03 p.p.; os demais subitens também influenciaram o índice.
- A alta de março foi a mais acentuada para gasolina desde julho de 2023 e, para o diesel, a mais alta desde novembro de 2002; o mercado reagiu a reajustes da Petrobras e ao fechamento do Estreito de Hormuz.
- A continuidade do conflito no Oriente Médio, se afetar a oferta de combustível, pode impactar novamente o IPCA de abril; Transportes e Alimentação e bebidas responderam por 76% do índice, com alimentos em casa subindo 1,94% em março; para abril, aguardam reajustes de energia elétrica no Rio de Janeiro, água e esgoto em Goiânia, além de novas altas reguladas em medicamentos e no cigarro (com tributos).
O IPCA de março subiu 0,88%, puxado pela dá infraestrutura de Combustíveis, segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE. A guerra entre EUA e Israel no Oriente Médio é citada como o principal fator externo que pressiona os preços no país.
Entre os subitens, os combustíveis agregaram forte efeito de incertezas. A gasolina subiu 4,59% em março, com efeito de 0,23 ponto percentual na inflação. O diesel avançou 13,90%, acrescentando 0,03 pp ao índice mensal.
O etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular caiu 0,98%. Em média, os combustíveis registraram alta de 4,47% no mês. A variação da gasolina foi a mais acentuada desde julho de 2023; do diesel, a maior desde novembro de 2002.
Contribuição dos combustíveis e impacto na inflação
Sem a gasolina, o IPCA de março seria 0,68%. Sem combustíveis, ficaria em 0,64%. O IBGE não mensura subvenção ao diesel, pois capta o preço efetivo ao consumidor. A continuidade do conflito pode afetar a oferta de combustíveis e elevar preços.
Transportes e Alimentação e bebidas responderam juntos por 76% do IPCA. Alimentação em casa avançou 1,94% em março, maior leitura desde abril de 2022. A elevação reflete queda de oferta de alguns itens e frete mais caro.
Perspectiva para abril e efeitos setoriais
Para abril, além de possíveis efeitos da guerra, devem entrar reajustes de energia elétrica no Rio de Janeiro e de água e esgoto em Goiânia, além de medicamentos e cigarro. O cigarro tem peso relevante no índice, estimado em 0,59% do IPCA.
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