- A tecnologia tem se consolidado como ferramenta de eficiência, otimizando processos, reduzindo falhas e automatizando rotinas nas empresas.
- Apesar dos ganhos, grande parte do mercado ainda atua de forma reativa, usando a tecnologia apenas para suporte operacional.
- O CEO da Brevya, Pablo Rodrigues Nunes, aponta que o uso estratégico da tecnologia pode gerar novos modelos e dinâmicas de negócio, indo além da melhoria de processos.
- Plataformas comuns, como o WhatsApp, podem passar a cumprir funções mais complexas dentro das operações e do relacionamento com clientes.
- A tecnologia passa a ser vista como vetor de desenvolvimento, expandindo o alcance das empresas além da eficiência?
Nos últimos anos, a tecnologia tem consolidado seu papel nas empresas como ferramenta de eficiência. Sistemas são criados para otimizar processos, reduzir falhas e automatizar rotinas, elevando a produtividade. Contudo, isso evidenciou um limite: foco dominante na correção, não na criação.
Ainda hoje, grande parte do mercado adota a tecnologia de forma reativa, acionando soluções apenas diante de problemas ou para aprimorar estruturas existentes. O uso permanece centrado no suporte operacional, apesar do potencial mais amplo das ferramentas digitais.
Para Pablo Rodrigues Nunes, CEO da Brevya, essa visão não abrange todas as possibilidades. O uso estratégico da tecnologia pode ir além da melhoria de processos e contribuir para a criação de novos modelos e dinâmicas de negócio. Plataformas como o WhatsApp ganham funções mais complexas nas operações e no relacionamento com clientes.
Do suporte operacional ao potencial estratégico
Essa mudança de perspectiva inverte a forma de lidar com inovação. A discussão passa a considerar quais novas estruturas podem surgir a partir de tecnologias já consolidadas, em vez de apenas sanar falhas específicas. As ferramentas passam a apoiar modelos de negócio mais completos.
O movimento também redefine o papel da tecnologia dentro das organizações. De instrumento de eficiência, ela passa a ser vetor de desenvolvimento, ampliando as possibilidades de atuação e criação no ambiente corporativo.
“Não se trata apenas de usar a tecnologia para resolver o que já existe, mas de investigar o que ainda pode ser construído a partir dela”, afirma Nunes, destacando a transição para modelos de negócio mais robustos.
Uma nova forma de pensar a tecnologia nos negócios
Ao adotar esse foco, as empresas passam a enxergar a tecnologia como motor de inovação, não apenas como suporte. O objetivo é ampliar o ecossistema de atuação e explorar novas estruturas comerciais.
Essa mudança exige alinhamento entre áreas de tecnologia, produto e operações, para mapear oportunidades reais de criação de valor. O resultado esperado é maior capacidade de adaptação a mercados em transformação.
*Por Ana Carolina Freitas*
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