- Em 2025, o total de trabalhadores domésticos com carteira assinada caiu 41 mil postos, indo a 1.302.792 empregos.
- O número é o menor da série histórica, que começou em 2015, e o quarto ano consecutivo de queda.
- A remuneração média mensal subiu para R$ 2.047,92, alta de R$ 98,86 frente a 2024.
- A maioria dos registrados atua em serviços gerais (991.391 vagas, 76%), com a menor renda média entre faxineiros (R$ 1.847,13).
- Entre as funções com maiores rendimentos médios estão enfermeiro (R$ 4.625,71), chefe de cozinha (R$ 3.539,21), técnico de enfermagem (R$ 3.317,25), mordomo (R$ 3.177,03) e atendente de enfermagem (R$ 3.132,89).
O total de trabalhadores domésticos formais no Brasil caiu 41 mil em 2025, na comparação com 2024. O setor respondeu por 1.302.792 vínculos com carteira assinada ao fim do ano, o menor patamar desde o início da série histórica em 2015, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O movimento de queda já é o quarto ano consecutivo.
A queda de 2025 vem em um contexto de valorização salarial. A remuneração média do setor atingiu R$ 2.047,92 ao fim de 2025, alta de quase R$ 99 frente a 2024, com ganhos contínuos desde 2022. Ainda assim, a maioria dos trabalhadores continua em funções de serviços gerais.
Desempenho do emprego e remuneração
A maior parte dos trabalhadores domésticos formais atua em serviços gerais, com 991.391 vínculos, representando 76% do total. O salário médio nessa categoria ficou em R$ 1.885,09, a segunda menor média entre as áreas analisadas.
O cargo de empregado doméstico faxineiro somou 23.800 trabalhadores em 2025, com renda média de R$ 1.847,13. Entre as funções com maiores rendimentos médios, aparecem enfermeiro (R$ 4.625,71), chefe de cozinha (R$ 3.539,21) e técnico de enfermagem (R$ 3.317,25).
Destaques salariais
Outras funções com remuneração elevada incluem mordomo de residência (R$ 3.177,03) e atendente de enfermagem (R$ 3.132,89). A subsecretária de Estatísticas do Trabalho do MTE destacou que o setor permanece estruturado e relevante no mercado de trabalho brasileiro, mesmo com a leve redução de vínculos formais em 2025.
A análise ressalta a necessidade de políticas públicas que ampliem a formalização e melhorem as condições de trabalho, acompanhando a valorização observada na remuneração média. O texto foi elaborado com base em dados oficiais do MTE.
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