- A 21shares foi pioneira na Suíça, lançando o primeiro ETF de criptoativos em 2018, e hoje tem mais de US$ 12 bilhões sob gestão e 50 ETPs emitidos.
- O diferencial da gestora, segundo Krisan Haria, é o conhecimento do espaço, a segurança e a gestão multi-custódia, para competir com gigantes como a BlackRock.
- Bruna Cabus afirma que o Brasil lançou ETFs de cripto antes dos EUA e, por isso, tem vantagem regulatória e de conhecimento no mercado.
- Na Europa, os ETPs chegaram primeiro em 2018, com amadurecimento institucional em curso e novos produtos surgindo, como cestas de altcoins e itens lastreados em USDC.
- A 21shares destaca que tem sessenta produtos na Europa e um time dedicado de oito analistas, reforçando a especialização frente aos concorrentes.
A 21shares, pioneira no exchange-traded funds (ETFs) de criptoativos, reforça sua estratégia para enfrentar a entrada de gigantes como BlackRock no mercado. A empresa ressalta combinar conhecimento do espaço, segurança e gestão multi-custódia como diferenciais competitivos, especialmente em um cenário de maior participação institucional no criptoativos.
A notícia acompanha o momento em que ETFs de Bitcoin chegaram aos EUA em 2024, impulsionando fluxos e impulsionando o preço da criptomoeda a patamares históricos. Mesmo com esse salto, a 21shares já atuava há anos em jurisdições que permitem fundos cripto, somando atualmente mais de 12 bilhões de dólares sob gestão e cerca de 50 ETPs emitidos.
Durante o Merge São Paulo 2026, Krisan Haria, gerente de portfólio da 21shares, enfatizou que a entrada regulada nos EUA ajudou a ampliar o interesse institucional, com demanda de novos ativos após a listagem. A executiva Bruna Cabus, associada sênior para a Península Ibérica e América, participou da entrevista para analisar o amadurecimento do mercado brasileiro e a experiência anterior no Brasil.
Competição e maturidade do mercado global
Cabus aponta que os ETPs pioneiros trouxeram educação e conhecimento antes dos EUA, destacando que o Brasil tem vantagem regulatória e de know-how, ainda que o mercado norte-americano tenha maior volume e impacto de preço. A dupla ressalta que o ecossistema está longe de atingir a maturidade plena, com novos produtos surgindo, como cestas de altcoins e opções lastreadas em stablecoins.
Haria afirma que a BlackRock concentra grandes volumes apenas pelo name; a 21shares atua desde 2018 e sustenta diferenciais como compreensão do espaço, segurança e gestão de múltiplos custodians, além de custos competitivos. Cabus complementa dizendo que a 21shares reúne maior diversidade de produtos na Europa e um time dedicado de pesquisa cripto.
Perspectivas para o Brasil e riscos do mercado
Os executivos reconhecem que a concentração de liquidez em ETFs não deve gerar risco sistêmico significativo, dada a dispersão de investidores. Ambos destacam a relevância da regulação e da educação financeira para a evolução do mercado brasileiro, que já demonstra vantagem tecnológica e de integração entre mercado financeiro e tecnologia.
Segundo o grupo, o ecossistema ainda reserva espaço para crescimento, com maior participação institucional e desenvolvimento de produtos que ampliem a diversidade de opções para investidores. A 21shares segue buscando ampliar sua presença global, mantendo foco em qualidade de atendimento e transparência.
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