- Em setembro de 2017, Jamie Dimon chamou o Bitcoin de fraude e disse que demitiria quem negociasse o ativo; na época, o Bitcoin valia US$ 3.883,65.
- Hoje, o Bitcoin está em US$ 72.500, representando alta de 1.766% desde aquela declaração.
- Um dia após a fala, o preço caiu para US$ 3.100; cerca de três meses depois, o Bitcoin atingiu recorde próximo de US$ 20 mil.
- Dimon manteve críticas em 2021, 2023 e 2024, mas o patamar do BTC já era bem mais alto, chegando a cerca de US$ 43 mil em 2024.
- Mesmo com as críticas, o JPMorgan expandiu atuação no mercado cripto, incluindo fundos acessíveis, soluções de pagamentos digitais e, em 2025, parceria com a Coinbase para compra de criptomoedas com cartões Chase.
Poucos críticos tiveram tanto impacto público sobre o Bitcoin quanto Jamie Dimon, CEO do JPMorgan. Em 12 de setembro de 2017 ele chamou o ativo de fraude, disse que iria explodir e afirmou que demitiria qualquer trader que negociasse o ativo. Na época, o Bitcoin valia US$ 3.883,65.
Pouco depois, o mercado reagiu. Um dia após a fala, o preço recuou para US$ 3.100, abrindo espaço para uma onda de alta que levou o BTC a quase US$ 20 mil em três meses. O salto mostrou como o ativo resistiu a críticas de grandes bancos.
Contexto e desdobramentos
A crítica de 2017 foi acompanhada de afirmações de que o Bitcoin poderia servir a usos ilícitos e seria semelhante à bolha das tulipas. Em 2018 Dimon reconheceu o uso da palavra fraude, mas manteve o ceticismo quanto ao ativo. Naquele ano, o preço já operava ao redor de US$ 14.595.
Em 2021, o ambiente institucional mudou. Dimon afirmou novamente que o Bitcoin era sem valor e que o setor seria fortemente regulado, quando o BTC estava em torno de US$ 57.304. Mesmo com ataques, o ativo já mostrava uma valorização expressiva desde 2017.
Evolução institucional e preço
Em 2023 Dimon manteve o tom duro durante audiência no Senado. O Bitcoin operava próximo de US$ 43.746. Um mês depois, em Davos, ele chamou o ativo de pedra de brinquedo. Naquela época, o preço ficou próximo de US$ 43.155.
Paralelamente, o JPMorgan ampliou atuação no mercado cripto. Em 2021 houve acesso de clientes a fundos de criptomoedas e, em 2025, a instituição firmou parceria para compra de criptomoedas com cartões Chase, acompanhando a demanda por ativos digitais.
Conclusão operacional
A trajetória do Bitcoin desde 2017 mostra resistência a críticas do setor financeiro tradicional e adaptação de grandes bancos ao mercado digital. Ainda que Dimon permaneça entre os críticos mais famosos, o desempenho de preço do Bitcoin desde então tem sido amplamente positivo.
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