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Luxury Superweek: Vendas do Q1 e estratégia da Kering reveladas

Kering mira dobrar a lucratividade com reestruturação sob nova gestão em Florença; guerra no Oriente Médio freia vendas em aeroportos e penaliza grupos de luxo

Christian Dior Autumn/Winter 2026.
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  • Nesta semana, LVMH, Kering e Hermès apresentam resultados do primeiro trimestre, enquanto a Kering realiza um capital markets day em Florença e revela reestruturação sob o comando do novo CEO Luca de Meo.
  • A Kering mira dobrar a lucratividade e reiniciar a Gucci com uma nova estratégia, com reorganização de funções-chave anunciada em Florença.
  • A Hermès enfrenta abalo na dinâmica de negócios, com analistas comparando a situação a um possível “momento Capucine” similar ao que ocorreu com a Louis Vuitton no início dos anos 2010.
  • Vendas de luxo caem em função da guerra no Oriente Médio, que afeta compras em aeroportos e canais duty-free para grupos como LVMH, Kering, Estée Lauder e L’Oréal.
  • Na agenda Watches & Wonders, Swiss watch industry inicia a Geneva Watch Week com destaques sobre retorno da Audemars Piguet, ausências de grandes nomes e expectativas para o setor.

A semana do luxo reúne resultados e movimentos estratégicos de peso. LVMH, Kering e Hermès divulgaram seus balanços do 1º trimestre, enquanto a Kering realizou um dia de mercado de capitais em Florença. Também houve apresentação de Pucci na Sicília, alinhando agenda de marcas de alto valor com eventos de varejo de ponta.

A Kering anunciou um reordenamento de funções como parte de uma reforma estratégica apresentada pelo newly appointed CEO Luca de Meo durante a reunião em Florença, na quinta-feira. O objetivo é ampliar rentabilidade e reposicionar marcas core, incluindo Gucci, sob nova estratégia.

Em paralelo, Hermès sinalizou manter o ritmo desafiado por ciclos de consumo e demanda por itens de couro e acessórios, com leitores de mercado comparando o momento a momentos anteriores de volatilidade da marca. A situação é avaliada como de pressão gradual na curva de crescimento.

Impactos no mercado de luxo

O setor enfrenta efeitos da desaceleração em pontos de venda de aeroporto e de viagem, intensificados pela guerra no Oriente Médio. Dados iniciais indicam queda de vendas em canais duty-free para grupos como LVMH, Kering, Estée Lauder e L’Oréal, com redução de fluxo de turistas e restrições de viagens.

Watches & Wonders e Geneva Watch Week aparecem como palco para leitura de clima do setor. Robin Swithinbank — especialista convidado — aponta retornos de marcas suíças, além de ausências e expectativas para a temporada, influenciando planos de fabricantes e varejistas.

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