- Em janeiro de 2026, Mounjaro liderou as vendas de semaglutida no Brasil, com 850 milhões de reais, enquanto Ozempic, Wegovy e Rybelsus somaram 453,2 milhões.
- A patente do Mounjaro permanece protegida até 2032, fortalecendo a liderança clínica da tirzepatida frente à semaglutida, que teve sua proteção encerrada recentemente no país.
- O estudo SURMOUNT‑5 mostrou perda média de 20,2% do peso corporal com tirzepatida em 72 semanas, ante 13,7% com semaglutida.
- Dezoito de 17 laboratórios buscam aprovar ou comercializar semaglutida no Brasil, incluindo EMS, Ávita Care e Cristália em estágio avançado; Cimed adiou para 2027; preço estimado entre 500 e 600 reais.
- O mercado brasileiro de GLP‑1 pode superar quarenta a cinquenta bilhões de reais até 2030; genéricos da semaglutida não devem ameaçar o Mounjaro de imediato, dada a patente e a diferença de mecanismo.
O Mounjaro, da Eli Lilly, apresenta desempenho positivo no Brasil com patente assegurada até 2032. Em janeiro de 2026, superou as vendas da semaglutida (Ozempic, Wegovy e Rybelsus, da Novo Nordisk) segundo a Close-Up International.
A virada ocorreu antes da queda formal da patente da semaglutida, anunciada em março, apontando para uma mudança de preferência clínica e possível entrada de genéricos no mercado. Dados de auditoria indicam liderança do Mounjaro nas canetas de peso.
Queda de patente e disputa de mercado
A queda da patente da semaglutida mobilizou 17 laboratórios que atuam com a Anvisa na corrida pelos genéricos, embora o mercado já não dependa apenas da liderança terapêutica. O Mounjaro lidera com exclusividade da tirzepatida até 2032.
A Anvisa informou que EMS, Ávita Care e Cristália avançam em processos, enquanto outros fabricantes aguardam avaliação. A agência destacou que informações sobre os processos são reservadas por envolver interesses comerciais.
Panorama regulatório e projeções
A EMS investiu R$ 1,2 bilhão em planta em Hortolândia (SP) para produção de canetas, com capacidade de 20 milhões por ano. O produto não é genérico, podendo ter preço entre R$ 500 e R$ 600, ante os valores atuais da semaglutida.
O mercado brasileiro de GLP-1 pode superar R$ 50 bilhões até 2030, segundo estimativas do Itaú BBA, partindo de R$ 10 bilhões em 2025. Endereços institucionais apontam que a troca de Ozempic por Mounjaro será decisão de médicos.
Contexto clínico e mercado consumidor
Dados do SURMOUNT-5, publicados no NEJM, indicam que a tirzepatida promove maior perda de peso que a semaglutida em 72 semanas, o que ajuda a sustentar o interesse clínico pelo Mounjaro. Em 2025, a tirzepatida representou 57% das vendas de GLP-1 no Brasil.
No varejo, a tirzepatida respondeu por boa parte das vendas de GLP-1 no fim de 2025, com a semaglutida em posição secundária. Pesquisas de busca no Google mostraram interesse relevante em preços e histórico do Mounjaro.
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