- 48% dos trabalhadores na América Latina trabalham exclusivamente no formato presencial, ante 16% em 2023.
- 35% estão em regime híbrido e 9% trabalham totalmente remoto.
- 35% passaram a ir ao escritório com mais frequência do que há um ano, enquanto 20% vão com menos frequência.
- 67% dizem que o novo arranjo teve efeito positivo na vida profissional; 33% apontam impacto negativo.
- estudo da WeWork e Michael Page ouviu mais de 5 mil pessoas e 150 entrevistas em países da região.
A maioria dos trabalhadores da América Latina está retornando ao formato presencial. Um estudo conjunto da WeWork e da Michael Page aponta que 48% já trabalham exclusivamente no escritório, frente a 16% em 2023. O levantamento envolve Colômbia, México, Chile, Peru e Argentina.
O relatório mostra ainda que 35% adotam regime híbrido e 9% trabalham totalmente remotos. Outros 8% trabalham remote com possibilidade de ir ao escritório. Além disso, 35% afirmam ir ao escritório com mais frequência do que há um ano.
Quarenta e cinco por cento manteve o padrão anterior, enquanto 20% vão ao escritório com menos frequência. Ao todo, 67% relatam impacto positivo da mudança na vida, e 33% apontam impacto negativo, segundo o estudo.
Preferência por modelo híbrido
Mais da metade dos entrevistados, 54%, prefere combinar trabalho remoto com presença física. Entre eles, 55% desejam ir ao escritório de 1 a 2 dias por semana; 45% preferem 3 ou mais dias.
A geração baby boomer é a mais receptiva ao presencial, com 38% indicando essa preferência. A Geração Z é a mais resistente, com 14%, seguida pelos millennials, com 15%.
Entre quem trabalha no híbrido, 12% vão ao escritório um dia por semana, 31% vão dois dias e 57% vão três ou mais dias. O estudo aponta que a política empresarial pode limitar escolhas individuais.
Mudanças no ambiente de trabalho
A pesquisa indica transformação no mercado de escritórios e no design corporativo. Espaços passaram a priorizar áreas para reuniões, inovação e trabalho em equipe, em vez de tarefas isoladas.
Aguarda-se que organizações combinem presença física com autonomia para manter produtividade, atração e retenção de talentos. O relatório sugere que esse equilíbrio tende a favorecer políticas mais estruturadas de presença.
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