- Banco do Brasil assinou crédito de R$ 2,5 bilhões para o Túnel Imerso Santos-Guarujá, com prazo de 23 anos e garantia da União, reduzindo juros.
- O custo total da obra é de R$ 6,8 bilhões; o restante dinheiro virá do governo federal (R$ 2,5 bilhões) e de PPP (R$ 1,7 bilhão).
- Emissão de CDI mais 1,59% é a taxa do empréstimo concedido ao estado de São Paulo.
- A obra promete reduzir o tempo de travessia entre Santos e Guarujá de cerca de uma hora para cinco minutos, com três faixas de rolamento e ciclovia, beneficiando cerca de 7 milhões de pessoas.
- O projeto gerou disputa entre governo federal e governo de São Paulo sobre a paternidade, em meio a eventos oficiais realizados na avenida Paulista.
O Banco do Brasil assinou nesta segunda-feira (13 abr 2026) o crédito que viabiliza parte do financiamento do Túnel Imerso Santos-Guarujá. O empréstimo ao Estado de São Paulo soma 2,5 bilhões de reais, com prazo de 23 anos e garantia da União, o que reduz a taxa de juros. O custo total da obra é de 6,8 bilhões.
O restante do financiamento virá do governo federal, também em 2,5 bilhões, e de 1,7 bilhão de PPP. A taxa do empréstimo via BB é CDI plus 1,59%. A cerimônia ocorreu na avenida Paulista, em São Paulo, com a participação de autoridades e representantes do banco.
Participaram do evento o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Dário Durigan, a presidente do BB Tarciana Medeiros e o secretário da Fazenda paulista Samuel Kinoshita. A assinatura reforça a parceria entre Estado e União para o projeto.
Sobre a obra
O túnel é apresentado como o maior investimento individual do Novo PAC e um dos principais empreendimentos de mobilidade no estado. A obra conectará Santos a Guarujá por meio de um túnel sob o canal portuário.
Estimativas apontam que o túnel reduzirá o tempo de travessia de cerca de uma hora para aproximadamente 5 minutos. Ao todo, a projeção é beneficiar mais de 7 milhões de pessoas.
A estrutura terá três faixas de rolamento e ciclovia, ampliando as opções de deslocamento entre as duas cidades. O efeito esperado inclui melhoria na mobilidade regional, na logística portuária e no desenvolvimento socioeconômico da região.
A polêmica sobre a paternidade do projeto ganhou destaque entre os governos estadual e federal, com Lula e Tarcísio buscando protagonismo político na pauta de infraestrutura. Durigan e Kinoshita ressaltaram a importância da articulação entre entes federativos e a natureza institucional da parceria.
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