- Banco Central e a CVM assinam acordo de cooperação técnica para melhorar o compartilhamento de informações sobre operações de crédito no país, com base nos marcos legais vigentes.
- A medida busca padronizar, qualificar e ampliar o fluxo de dados para apoiar análises de risco de crédito, especialmente para securitizadoras e fundos de investimento.
- Os Fidcs já enviam informações ao SCR desde dois mil e doze; o acordo vai uniformizar e ampliar o compartilhamento, incluindo dados de outras entidades reguladas pela CVM, como companhias securitizadoras.
- A iniciativa visa fornecer uma visão mais integrada do endividamento de pessoas físicas e jurídicas, fortalecendo a capacidade de BC e CVM de identificar e monitorar riscos de crédito.
- A ampliação do fluxo de informações deve reduzir assimetrias de informação e favorecer uma precificação mais adequada do risco, com impactos potenciais sobre os custos para tomadores finais.
O Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciaram nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, um acordo de cooperação técnica para melhorar o compartilhamento de informações de crédito no Brasil. A iniciativa busca alinhar práticas já existentes aos marcos legais vigentes, fortalecendo a análise de risco no sistema financeiro.
A medida, segundo o BC, pretende oferecer suporte técnico qualificado às análises macroprudenciais de ambas as instituições, com foco na estabilidade do sistema. O objetivo é ampliar a qualidade e a quantidade de dados disponíveis para avaliação de crédito.
O acordo surge no contexto de discussões sobre transparência e controle de riscos do setor financeiro, incluindo episódios recentes de controvérsia envolvendo instituições de crédito. A cooperação deverá padronizar formatos de dados e ampliar o fluxo de informações entre reguladores e operadores do mercado.
Expansão de dados e interessados
Os Fidcs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios) já enviavam informações ao SCR desde 2012. Com a nova parceria, o compartilhamento será uniformizado, qualificado e expandido, incluindo dados vindos de securitizadoras reguladas pela CVM.
O BC passará a receber informações de outras entidades reguladas pela CVM, ampliando a visão sobre o endividamento de pessoas físicas e jurídicas. A coleta aprimorada visa facilitar análises de crédito mais seguras e reduzir riscos para o mercado.
Segundo o BC, a ampliação do repositório fortalece a identificação e o monitoramento de riscos de crédito. A iniciativa pretende reduzir assimetrias de informação e contribuir para uma precificação mais adequada do risco.
O aparato informacional mais robusto pode favorecer decisões mais acuradas por securitizadoras e fundos de investimento. Parte do benefício apontado pelo BC é a melhoria na avaliação de condições de tomada de crédito pelos tomadores finais.
Entre na conversa da comunidade