- André Esteves, chairman do BTG Pactual, disse que o banco avalia ativos do BRB, exceto os que vieram do Banco Master.
- O BTG afirmou não ter interesse no BRB.
- Bradesco e Itaú já negocitaram com o BRB R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos.
- Segundo o BRB, a venda de ativos que eram do Banco Master está em torno de R$ 15 bilhões, com intenção de levantar R$ 6,6 bilhões via FGC e outros bancos.
- Na mesma semana, o BTG anunciou a aquisição do Digimais, banco de Edir Macedo, reforçando o movimento de aquisições do grupo.
O chairman e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, informou que o banco avalia a aquisição de ativos do BRB (Banco de Brasília), desde que não incluam os ativos originários do Banco Master. A declaração foi feita após o painel de abertura da Conferência de Carreiras, promovida pela plataforma Na Prática, braço filantrópico do BTG Pactual. A leitura é de que há interesse em ativos específicos do BRB, excluindo o que veio do Master.
Esteves afirmou ainda que outros bancos do grupo S1, os maiores do país, já negocia com o BRB. Segundo ele, Bradesco e Itaú firmaram acordo envolvendo cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos estados e municípios com aval da União. Questionado sobre o BTG, o executivo disse que o banco não tem interesse no BRB.
Sem interesse no BRB
O BTG reiterou não ter foco na compra do BRB como um todo. Embora a venda de ativos do BRB não tenha sido anunciada oficialmente, há rumores de que algum banco poderia ficar com o banco ou parte dele em cenário de dificuldade. O BTG é frequentemente associado a aquisições de instituições com problemas, pela experiência em resgates de entidades como o Panamericano, Bamerindus e Banco Nacional.
Contexto recente do BTG
Na semana anterior, o BTG anunciou a aquisição do Digimais, banco ligado ao bispo Edir Macedo, cuja situação financeira estava fragilizada. Nesse mesmo período, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), visitaram bancos em São Paulo, incluindo a região da Faria Lima, segundo apuração de fontes.
Ativos do Master e condições de venda
Informações indicam que o BRB negocia a venda de ativos herdados do Banco Master por cerca de R$ 15 bilhões. A expectativa é conseguir um empréstimo de aproximadamente R$ 6,6 bilhões por meio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e de outras instituições para cobrir o rombo gerado pelas operações da instituição anterior, liquidada em novembro passado.
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