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Concierge Sintético: agentes de IA no Brasil viram prioridade, aponta pesquisa

No Brasil, IA para agentes é prioridade; 97% pretendem elevar investimentos, mas governança de dados ainda freia a adoção.

As iniciativas de IA já não se limitam mais apenas à área de TI, mas abrangem funções voltadas ao cliente, como marketing, vendas e desenvolvimento de produtos
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  • 97% das empresas pretendem aumentar investimentos em IA nos próximos 12 meses, com Brasil, Argentina e México liderando a adoção na América Latina.
  • As iniciativas de IA deixam a TI e passam a mirar áreas como marketing, vendas e desenvolvimento de produtos, buscando crescimento, eficiência e resiliência.
  • A jornada de adoção mostra 62% em pilotos, 16% ainda em consideração e 22% em estágios iniciais; cerca de 92% das organizações esperam retorno positivo sobre o investimento.
  • No Brasil, prioridades ficam com agentes de IA e aplicações ligadas a infraestrutura de IA, mas governança é relativamente baixa, devido a preocupações com segurança de dados.
  • Tendências apontam para IA agênica com uso em cibersegurança e atendimento ao cliente; modelo híbrido (on-premise + nuvem) é visto como solução eficaz por 83% das empresas; expectativa de 50% das compras de PCs empresariais com IA integrada até 2027.

O estudo CIO Playbook 2026, elaborado pela IDC em parceria com a Lenovo, aponta que a IA já é prioridade para agentes de negócio no Brasil. A pesquisa reúne dados de mais de 500 empresas da América Latina sobre investimentos e uso de IA.

Segundo o levantamento, 97% das empresas planejam aumentar os investimentos em IA nos próximos 12 meses. O foco está em crescer, aumentar receita, reduzir riscos cibernéticos e melhorar a experiência do cliente, com destaque para áreas além de TI.

A América Latina já mostra maturidade maior na adoção de IA. Brasil, Argentina e México lideram a implantação, enquanto Chile e Colômbia avançam mais lentamente em planejamento e avaliação. Cerca de 92% das organizações esperam retorno positivo sobre o investimento.

No Brasil, a prioridade são agentes de IA e aplicações com infraestrutura de IA. Ainda assim, a governança aparece de forma relativamente baixa, em parte pela preocupação com a segurança de dados e pela carência de conhecimento técnico.

Ricardo Bloj, presidente da Lenovo no Brasil, destaca que o medo de segurança é um gargalo. Segundo ele, apenas cerca de 20% das empresas conseguiram estabelecer governança e proteção confiáveis, o que pode inibir adoção ampliada.

CIOs ressaltam fatores críticos para o sucesso: treinamento de equipes, infraestrutura de IA escalável, dados acessíveis em TI híbrida, segurança robusta e governança. Na região, TI, segurança cibernética e dados aparecem entre as áreas de maior sucesso.

Onde ocorrem os principais investimentos

A IA Agêntica é considerada promissora, com mais de metade dos respondentes em exploração ou adoção. Espera-se uso para cibersegurança, atendimento ao cliente, controle de qualidade, vendas e desenvolvimento de produtos, ainda que responda por 23% dos gastos atuais.

A IA preditiva lidera os investimentos (26%), seguida pela IA generativa e pela IA interpretativa, que somam quase metade das aplicações e gastos combinados. A IA híbrida aparece como eixo estratégico para acelerar implementação.

A adoção de IA híbrida combina infraestrutura local com nuvem pública, oferecendo flexibilidade para escalar etapas como preparação de dados, treinamento e otimização de modelos. Cerca de 83% das empresas pretendem seguir esse modelo.

Quanto aos PCs com IA, a região espera cada vez mais uso corporativo para aumentar produtividade, segurança e autonomia. A adoção de infraestrutura de borda distribuída também deve crescer para melhorar a resposta da IA.

Projeções para os próximos anos

Até 2027, metade das compras de PCs empresariais deve incorporar IA Agêntica, com agentes operando de forma híbrida. A mesma janela aponta para 80% das empresas com infraestrutura de borda distribuída para IA.

Setores como telecomunicações, manufatura e financeiro lideram a adoção sistêmica de IA, com governo, varejo e saúde em estágios iniciais. No setor bancário, a IA atua em detecção de fraudes, gestão de riscos e atendimento personalizado.

No varejo, o foco é reinventar modelos de negócio e reforçar a defesa contra riscos cibernéticos, com investimentos em agentes para atendimento ao cliente e controle de qualidade. As telecomunicações aparecem como o segmento com maior adoção sistêmica.

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