- A taxa de desemprego foi de 6,1% no trimestre encerrado em março, segundo a PNAD Contínua do IBGE.
- O total de desempregados atingiu 6,6 milhões; o aumento ocorreu pela perda de vagas em comércio, administração pública e serviços domésticos.
- Em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2025), o desemprego subiu de 5,1% e não ultrapassou 6% desde maio de 2025.
- A população ocupada caiu 0,7%, para 102 milhões, com mais de 1 milhão de pessoas fora do mercado de trabalho; houve ganho líquido de mais de 1,5 milhão de empregos no período.
- O comércio, administração pública e serviços domésticos juntos perderam mais de 870 mil postos; a renda média foi de R$ 3.679 por mês e a massa de rendimento real habitual somou R$ 371,1 bilhões.
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O indicador permanece, porém, o menor para o período desde 2012, quando começou a série histórica. No mesmo intervalo, 6,6 milhões de pessoas em idade ativa estavam sem ocupação.
A pesquisa aponta queda de 0,7% na população ocupada, equivalente a 1 milhão de trabalhadores a menos no mercado de trabalho. Mesmo assim, mais de 1,5 milhão de pessoas conseguiram emprego no período, segundo o IBGE.
Entre os fatores, o IBGE aponta redução expressiva de vagas nos grupos comércio, administração pública e serviços domésticos. Juntos, responderam por mais de 870 mil postos de trabalho perdidos na comparação trimestral.
A PNAD Contínua envolve 211 mil domicílios, visitados em 3,5 mil municípios. Cerca de dois mil entrevistadores integram as equipes do IBGE, que atua por meio de mais de 500 agências no país.
Quanto à renda, trabalhadores formais receberam em média R$ 3.679 por mês. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 371,1 bilhões, com alta de 2% no ganho de renda em relação ao mesmo período do ano anterior.
Houve variação positiva de salários em áreas como comércio e reparação de veículos, com alta de 4,1%, e em serviços públicos e sociais, com 2,9%. Outros setores registraram variações menos expressivas.
A pesquisa destaca ainda que, no trimestre, não houve aumento no número de pessoas ocupadas em nenhum dos dez grupamentos de atividade. O cenário reforça a contenção de vagas mesmo com crescimento de remunerações em alguns segmentos.
Fonte: IBGE, via PNAD Contínua.
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