- O consumo de fertilizantes no Brasil deve cair cerca de 2 milhões de toneladas em 2026, para cerca de 47,2 milhões de toneladas, devido a preços altos e à situação financeira dos produtores.
- Em 2025 o Brasil havia consumido 49,1 milhões de toneladas, recorde histórico, segundo o Rabobank.
- A guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz reduziram o fluxo global de fertilizantes e elevaram os preços.
- O Brasil importou 88% de seus fertilizantes em 2025; a participação dessa origem geográfica tem diminuído, com apenas 12% das importações vindas do Oriente Médio.
- Para ureia, 36% das importações brasileiras vieram do Oriente Médio no ano passado, frente a 53% em 2021; de janeiro a 19 de março, os preços da ureia nos portos subiram cerca de 76%.
O consumo de fertilizantes no Brasil deve recuar cerca de 2 milhões de toneladas em 2026, diante de preços elevados e da situação financeira dos produtores, aponta relatório do Rabobank divulgado nesta segunda-feira (13). A estimativa sugere queda de 49,1 milhões de toneladas em 2025 para 47,2 milhões em 2026.
A análise atribui a mudança ao impacto da guerra no Oriente Médio, com o fechamento do Estreito de Ormuz, que reduziu o fluxo global de fertilizantes. Países que dependem de importação, como o Brasil, devem sentir mais esse reajuste.
A dependência brasileira de importação foi de 88% no ano passado, conforme dados do setor. O Rabobank destaca ainda que produtores enfrentam margens mais baixas, o que amplia o desafio de 2026 diante de preços ainda elevados.
Perspectivas por insumo e regiões
Para a ureia, o Brasil importou 36% do total do ano anterior do Oriente Médio, queda de 53% em 2021. Cerca de 70% das importações de ureia chegam entre maio e dezembro, o que pode favorecer importadores se o conflito for curto.
A instituição financeira indica que, apesar de as importações do Oriente Médio estarem em declínio, a demanda pode amargar devido aos custos mais altos. As projeções consideram ainda o efeito prolongado da guerra sobre a oferta global.
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