- O Ministério da Fazenda sustenta que medidas para conter impactos da guerra nos preços dos combustíveis podem ajudar a manter a inflação sob controle e abrir espaço para a continuidade da queda da Selic, afirmou a secretária de Política Econômica, Débora Freire, em entrevista ao Valor Econômico.
- Freire destacou que é um choque de oferta e que, nesse cenário, os juros podem não ser o instrumento mais adequado.
- A alta do petróleo pode, ao mesmo tempo, estimular a atividade e a arrecadação, mas eleva custos de insumos como fertilizantes e derivados.
- Não há necessidade de novas medidas no momento; a alta de alimentos em março é considerada sazonal, e não há urgency de ações adicionais sobre fertilizantes.
- O governo estuda reduzir o endividamento de famílias e empresas por meio de renegociação com linhas mais baratas e fundos garantidores, com condicionalidades para famílias (exemplo: restrição a crédito para apostas online) e foco em micro e pequenas empresas.
O Ministério da Fazenda avalia que as medidas adotadas para conter os impactos da guerra sobre os preços dos combustíveis podem ajudar a manter a inflação sob controle e sustentar a queda da Selic. A avaliação foi feita pela secretária de Política Econômica, Débora Freire, em entrevista ao Valor Econômico publicada em 13 de abril de 2026.
Freire afirmou que o choque é de oferta e que os juros podem não ser o instrumento mais eficaz nesse cenário. A percepção é de que, embora a alta do petróleo possa estimular a atividade e a arrecadação, também eleva custos de insumos como fertilizantes e derivados.
A secretaria ressaltou que não há necessidade de novas medidas no momento. A alta de alimentos em março foi tratada como sazonal, e não há sinal de ação adicional para fertilizantes, segundo a leitura da equipe econômica.
No aspecto fiscal e monetário, projeta-se que o Brent chegue a US$ 73,09 o barril em março, frente a US$ 65,97 em fevereiro. Dados oficiais embasariam a condução prudente da política econômica.
A Fazenda estuda ainda medidas para reduzir o endividamento de famílias e empresas. A ideia é substituir dívidas mais caras por linhas mais baratas, com apoio de fundos garantidores, mantendo condicionantes para evitar novo ciclo de endividamento.
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