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Guerra pesa na economia global; mais países anunciam ações emergenciais

Fim de negociações EUA-Irã agrava choque econômico global; governos anunciam medidas emergenciais para reduzir custos de energia e conter inflação

Guerra EUA-Israel contra o Irã intensifica tensão no Oriente Médio
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  • A guerra entre EUA e Irã elevou o custo de energia global e levou mais países a anunciar medidas de apoio emergenciais; o objetivo é ajudar famílias e empresas diante do aumento dos preços.
  • O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial devem reduzir as previsões de crescimento global e elevar as de inflação, com os países em desenvolvimento e emergentes entre os mais atingidos.
  • Na Nigéria, o governo pediu mais apoio internacional, mesmo com ganhos com petróleo; preços locais da gasolina já subiram acima de cinquenta por cento e o diesel, acima de setenta por cento.
  • Alemanha divulgou alívio de 1,6 bilhão de euros nos preços de combustível; Suécia anunciou corte de impostos sobre combustíveis e aumento de subsídios à eletricidade; Reino Unido planeja medidas para apoiar empresas.
  • Bancos centrais revisam expectativas: o Banco Central Europeu avalia impactos do petróleo na inflação, e o Banco do Japão mantém opções em aberto para as taxas, sinalizando cautela diante do cenário.

O impacto da guerra no Irã na economia global se intensificou nesta segunda-feira, com mais países anunciando ações emergenciais para conter o aumento dos custos de energia. O FMI e o Banco Mundial já apontam revisões para baixo do crescimento e alta da inflação devido ao conflito, que atinge mercados emergentes e países em desenvolvimento.

O fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana deixou esticado o risco de um cessar-fogo frágil, elevando as incertezas sobre o fornecimento de petróleo pelo Estreito de Ormuz e prejudicando a recuperação mundial. A situação deverá dominar a agenda da reunião do FMI, em Washington, nesta semana.

Nigéria, maior produtor de petróleo da África, pediu maior apoio internacional para lidar com custos crescentes de combustível, mesmo com a elevação dos ganhos com petróleo. O ministro das Finanças, Wale Edun, informou que o choque inflacionário aumenta o custo de vida e pode comprometer reformas de 2023.

Mais países sinalizam apoio emergencial

  • Alemanha aprovou um alívio de 1,6 bilhão de euros para redução de impostos sobre diesel e gasolina, visando consumidores e empresas.
  • A chanceler alemã, Fried… Merz, destacou que a guerra é a causa principal dos problemas econômicos atuais.
  • Suécia anunciou cortes de impostos sobre combustíveis e o aumento de subsídios à eletricidade, num pacote de cerca de 825 milhões de dólares.

O ministro das Finanças britânico, Rachel Reeves, prepara uma estratégia para ajudar empresas diante dos preços elevados de energia. Em artigo, Reeves destacou dificuldades enfrentadas por produtores no Reino Unido e que medidas devem ser anunciadas no final da semana.

O primeiro-ministro Keir Starmer também destacou a necessidade de realinhar o Reino Unido com a União Europeia, citando a atuação global do conflito para justificar o redesenho da relação com o bloco econômico. A frase foi dada durante entrevista à BBC.

Impactos sobre políticas monetárias internacionais

O conflito está influenciando as decisões dos bancos centrais, que avaliam efeitos sobre inflação e crescimento. O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, disse que qualquer alta de juros dependerá do impacto dos custos de petróleo na inflação geral.

No Japão, formuladores de política monetária mantêm as opções em aberto antes da reunião de fixação de taxas, prevista para este mês, apesar de reduzirem as perspectivas de ajuste imediato. As autoridades avaliariam o efeito dos choques energéticos no desempenho econômico.

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