- Ações da Intel subiram US$ 100 bilhões em valor de mercado em oito sessões, a maior alta neste tipo de marco desde o início de séries de negociação; ganho de 69% no ano até agora.
- Os movimentos são puxados pela recompra de ações de US$ 14,2 bilhões de metade de uma fábrica na Irlanda e pela participação no projeto Terafab de Elon Musk para semicondutores.
- A Alphabet anunciou que futuras gerações de processadores Xeon da Intel devem ser usados em data centers, fortalecendo a narrativa de recuperação da empresa.
- Dos 52 analistas monitorados pela Bloomberg, apenas 10 recomendam compra; o consenso de recomendação está em 3,15 de cinco, com prêmio de cerca de 27% ao preço-alvo.
- Mesmo com o impulso recente, a Intel está a 8,9% abaixo de sua máxima de 2020; o mercado contempla lucros futuros com expectativa de prejuízo neste ano e lucros de 2027 e 2029, respectivamente.
A Intel teve uma valorização expressiva no mercado de ações, com alta de oito sessões que ampliou em mais de US$ 100 bilhões seu valor de mercado. O movimento acompanha notícias positivas sobre a recuperação da empresa. O que aconteceu, quem envolve, quando e por quê, guiam o momento.
A empresa comunicou acordos e parcerias que renovaram a confiança dos investidores. Em abril, a Intel confirmou a recompra de metade de uma fábrica na Irlanda, por US$ 14,2 bilhões, uma operação vista como indício de avanço na reestruturação. Paralelamente, firmou participação no projeto Terafab liderado por Elon Musk e firmou alinhamento com a Alphabet para futuras gerações de processadores Xeon.
A reação ocorreu no contexto de ações em alta recente no S&P 500, impulsionadas por companhias de semicondutores e IA. A recuperação da Intel levou a ações a registrarem a melhor semana desde 2020 e a um ganho de 51% nas oito sessões, último salto de alta recorde.
Análise de mercado e avaliações
A reação também elevou o prêmio sobre o preço-alvo, com as ações negociando em torno de 90x lucros estimados para os próximos 12 meses, o maior nível desde o início da década. Cerca de 27% a mais do que o preço-alvo médio dos analistas aponta sobrevalorização.
Entre os analistas, apenas 10 dos 52 monitorados pela Bloomberg recomendam compra, enquanto seis indicam venda, mantendo a leitura de que o retorno depende de janelas de longo prazo. O consenso de rating está em 3,15 de cinco, o mais fraco entre fabricantes de chips.
Alguns especialistas defendem visão de longo prazo. Previsões apontam prejuízo por ação neste ano, seguido de lucros positivos em 2027 e 2029, conforme levantamento da Bloomberg. Um analista lembrou que a Intel pode ter potencial de surpresa positiva diante de ciclos do setor.
A narrativa de recuperação da Intel também é acompanhada de avaliações divergentes sobre o ritmo de expansão frente aos concorrentes. Mesmo com avanços, o mercado permanece atento a resultados futuros diante de incertezas setoriais.
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