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LVMH registra queda de vendas e guerra freia retomada do mercado de luxo

LVMH registra crescimento de 1% nas vendas globais ajustadas, abaixo das expectativas, com a guerra no Oriente Médio reduzindo o faturamento no trimestre

Louis Vuitton, do conglomerado LVMH
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  • A LVMH informou que as vendas globais do trimestre cresceram 1% (ajustadas pela variação cambial), abaixo da previsão de 1,5% dos analistas.
  • A empresa atribui a queda a efeitos da guerra no Oriente Médio, que reduziu as vendas totais em pelo menos 1%, além da menor circulação de turistas na Europa.
  • As ações da LVMH e da Kering caíram nos Estados Unidos após a divulgação, em meio a preocupações com o impacto da guerra no setor de luxo, avaliado em US$ 400 bilhões.
  • A divisão de moda e couro da LVMH caiu 2% de forma orgânica, marcando o sétimo trimestre consecutivo de queda; EUA foi o único mercado com crescimento orgânico de 3%.
  • A diretora financeira, Cecile Cabanis, disse que a demanda continua baixa e que o Oriente Médio afeta margem de lucro além de vendas.

O conglomerado francês LVMH informou resultados do primeiro trimestre com vendas globais 1% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, ajustadas pela variação cambial. O resultado ficou aquém das expectativas, que apontavam alta de cerca de 1,5%. A guerra no Oriente Médio impactou o desempenho, segundo a empresa.

A diretora financeira Cecile Cabanis afirmou que a demanda permanece fraca, com o conflito não apresentando sinal de recuperação desde os primeiros abalos em centros comerciais. A região do Golfo registrou queda de gastos, contribuindo para o recuo nas vendas globais.

A queda do turismo europeu também pesou, conforme comunicado pela LVMH. A companhia ressaltou que o Oriente Médio é uma área de alto potencial de lucro, e queda de demanda pode afetar margens. As ações da empresa começaram o dia em queda.

Desempenho por região

Nos EUA, as vendas cresceram organicamente cerca de 3%, com demanda estável para itens de luxo. Analistas lembram que gastos com artigos de luxo vêm aumentando no país, apesar da confiança do consumidor ter atingido mínima histórica em abril.

Na Europa, a queda foi de 3%, contribuindo para o resultado negativo do trimestre. A região representa uma parcela relevante do faturamento da empresa, mesmo diante da desaceleração global do setor de luxo.

Desempenho por setor e marcas

A divisão principal de couro e moda, que respondeu por grande parte dos lucros operacionais no ano anterior, caiu 2% no trimestre, em linha com o desempenho da empresa como um todo. Louis Vuitton e Dior registraram resultados alinhados ao desempenho geral da divisão, sujeitos a ajustes de gestão.

Especialistas, incluindo investidores, avaliam que o setor deve apresentar sinais de recuperação apenas em anos futuros, com expectativa de melhoria ainda dependente da estabilidade geopolítica. A LVMH reiterou que várias marcas e regiões mostraram melhoria, excluindo o impacto da guerra.

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