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LVMH registra queda de vendas em meio à guerra com Irã

Guerra no Irã pressiona a LVMH, com queda de vendas e recuo de ações; impacto se estende à Europa e ao Golfo, enquanto EUA apresentam demanda resiliente

LVMH é a proprietária de marcas como Louis Vuitton e Dior, joias Bulgari e Hennessy
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  • As ações da LVMH caíram 3,75% nos EUA, após a empresa dizer que a guerra no Irã reduziu as vendas em pelo menos 1% no último trimestre, com menor gasto no Golfo e queda de turistas na Europa.
  • As ações da Kering também recuaram, em 1,5%, refletindo o impacto setorial da crise no Oriente Médio.
  • Vendas globais do grupo cresceram 1% na comparação com o mesmo período, já ajustadas pela variação cambial, abaixo da expectativa de 1,5%.
  • O faturamento no Oriente Médio derrubou a demanda, com shoppings em Dubai registrando quedas de até 50% desde o início dos confrontos; a região responde por cerca de 6% da receita.
  • A divisão de moda e couro, responsável por grande parte dos lucros, caiu 2% na base orgânica, marcando o sétimo trimestre consecutivo de queda; nos EUA houve desempenho positivo, com aumento orgânico de 3%.

A LVMH informou que a guerra no Irã reduziu as suas vendas no último trimestre em pelo menos 1%, com a queda puxada pela região do Golfo. A menor procura também contribuiu para a origem da fraqueza, especialmente entre turistas na Europa. A agência de resultados aponta que a primeira divulgação relevante do setor de luxo já chega com impactos.

A crise no Oriente Médio afetou o faturamento global, segundo a diretora financeira Cecile Cabanis. Ela afirmou que a demanda permanece baixa mesmo após as interrupções iniciais em shoppings. Em Dubai, as vendas em shoppings caíram significativamente desde o início do conflito.

A LVMH sinalizou que a região do Golfo representa cerca de 6% do faturamento, e o fluxo de clientes caiu entre 30% e 70%, com média de 50%. A empresa destacou que, mesmo com melhorias em outras regiões, o efeito do conflito continua pressionando resultados.

Impacto financeiro e ações

As ações da LVMH negociadas nos EUA recuaram 3,75%, refletindo preocupações com o impacto do Golfo na recuperação do setor. A concorrente Kering, dona da Gucci, caiu 1,5%.

O resultado do grupo mostrou crescimento orgânico de 1% nas vendas globais, abaixo do pedido de analistas, que esperavam alta de 1,5%. Em termos de lucros, o desempenho foi comprometido pela fraca atividade no varejo.

A diretoria pontuou que a demanda na Europa também diminuiu 3%, em parte pela valorização do euro. Ainda assim, a LVMH destacou melhorias em diversas categorias e regiões, excluindo os efeitos da guerra.

Desempenho por região

Nos Estados Unidos, as vendas com itens de luxo cresceram 3% na base orgânica, impulsionadas pelo consumo local, segundo a empresa. Analistas citam que o gasto com artigos de luxo tem mostrado resistência no país, apesar do cenário macroeconômico desafiador.

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