- A OPEP reduziu a previsão da demanda global de petróleo para o segundo trimestre em quinhentos mil barris por dia, para 105,07 milhões de barris por dia.
- Não houve alteração na previsão para o ano inteiro, mantendo a expectativa de recuperação do consumo nos próximos meses.
- A Organização afirma que a guerra com o Irã deve ter impacto menor na demanda este ano do que estimativas de instituições como a Administração de Informação Energética (EIA) dos Estados Unidos.
- A produção da OPEP+ caiu para 35,06 milhões de barris por dia em março, com quedas significativas no Iraque e na Arábia Saudita.
- Em 5 de abril, a OPEP+ aprovou um aumento de 206.000 barris por dia nas cotas para maio, aumento que terá efeito essencialmente no papel devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
A OPEP reduziu nesta segunda-feira (13) a previsão da demanda mundial de petróleo para o segundo trimestre em 500 mil barris por dia, na primeira avaliação pública do impacto da guerra com o Irã no mercado. A decisão não alterou a projeção para o ano inteiro.
A organização aponta menor consumo ocorrido no segundo trimestre, mas prevê recuperação nos meses seguintes. A guerra fechou o Estreito de Ormuz, interrompendo a produção na região e elevando os preços, o que pressiona consumidores e empresas globalmente.
Para o período de abril a junho de 2026, a demanda global deve ficar em 105,07 milhões de bpd, ante 105,57 milhões estimados no relatório anterior. A OPEP cita uma fraqueza transitória no crescimento da demanda, relacionada aos acontecimentos no Oriente Médio.
A OPEP+ manteve a previsão de alta de 1,38 milhão de bpd na demanda mundial em 2026, divergindo da EIA, que reduziu sua projeção no mesmo período. Em março, a produção média da OPEP+ ficou em 35,06 milhões de bpd, com cortes liderados por Iraque e Arábia Saudita.
Entre na conversa da comunidade