- O barril do petróleo passou de US$ 100, estabilizando em cerca de US$ 102 após o fracasso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
- Se o preço mantiver US$ 100, o governo brasileiro poderá subsidiar alguns produtos para conter a inflação causada pelo combustível.
- Caso o valor suba ainda mais, será necessário revisar as ações de política econômica para mitigar impactos.
- O analista cita que a movimentação dos EUA para “fechar o estreito de Ormuz” está ligada a suspeitas sobre exportação de armamentos ao Irã, em um contexto de ataques iranianos a Israel e de derrubadas de aeronaves norte-americanas.
O barril de petróleo voltou a superar os US$ 100 após o fracasso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, chegando a cerca de US$ 102, com alta de aproximadamente 8%.
Segundo o economista Miguel Daoud, em entrevista ao Conexão Record News, manter o petróleo em torno de US$ 100 permitiria ao governo brasileiro sustentar o impacto inflacionário por meio do subsídio a alguns produtos. Caso o valor suba, novas medidas podem ser necessárias.
Daoud também comentou que a atuação dos EUA para “fechar o estreito de Ormuz” é vista como uma fiscalização, em meio a suspeitas sobre exportação de armamentos para o Irã. O Irã tem intensificado ataques com maior precisão contra Israel, e houve relatos de derrubadas de aeronaves dos EUA durante ações no continente.
Mercado global e impactos
O peso desses eventos se reflete no cenário macro, com pressão sobre commodities e políticas públicas. A economia brasileira fica atenta aos movimentos do mercado de energia e aos desdobramentos diplomáticos na região.
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