- O petróleo ultrapassou US$ 100 por barril após relatos de que os EUA podem bloquear o Estreito de Hormuz, gerando avanço de preços e queda em ações globais.
- O forint húngaro se valorizou após a vitória expressiva do partido Tisza, de Péter Magyar, encerrando 16 anos de governo do Fidesz e sinalizando linha pró-Europa.
- Bolsas na Europa abriram em baixa, com destaques para queda no FTSE, DAX e CAC 40, em meio a um humor global mais cauteloso.
- O pregão também teve ajustes no dólar frente a moedas, com o euro recuando perto de US$ 1,17 e o iene japonês em queda leve frente ao dólar.
- O mercado aguarda uma semana movimentada, com dados de inflação, resultados de grandes empresas e novos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio.
O preço do petróleo saltou acima de 100 dólares por barril após relatos de que os EUA podem bloquear o Estreito de Hormuz. Enquanto isso, o forint húngaro se valorizou após o resultado das eleições no país. O clima de segunda-feira ficou mais cauteloso nos mercados após a semana anterior de otimismo.
Os contratos de Brent e WTI ficaram acima de 100 dólares no pregão europeu. O Brent passou de 102 dólares o barril, com alta de cerca de 7%, e o WTI subiu quase 8% para aproximadamente 104 dólares. A pressão acompanha a possibilidade de bloqueio naval.
Essa escalada ocorre enquanto a Casa Branca sinaliza um bloqueio a navios que entram ou saem de Hormuz, derivado de negociações com o Irã sem acordo. O anúncio foi feito após a suspensão de negociações em Paquistão.
Analistas destacam um movimento de aversão ao risco. O mercado teme impactos de choque stagflacionário, com ações e títulos recuando globalmente diante da intensificação geopolítica. Dados de inflação permanecem no radar.
Câmbio e política na Hungria
O forint reagiu de forma expressiva após Péter Magyar vencer com maioria esmagadora em apoio a seu partido Tisza, encerrando 16 anos de governo da Fidesz. O euro abriu em 366,18 forints, próximo de 366,10, com queda na sessão europeia.
Investidores veem maior alinhamento da Hungria com normas da UE e cooperação com Bruxelas sob o novo governo. Em paralelo, o índice de ações local subiu quase 3% na manhã de segunda-feira, contrariando o clima negativo na região.
O euro recuou ante o dólar para cerca de 1,1690, e a libra caiu marginalmente, operando em torno de 1,3415 dólares. No exterior, outras moedas apresentaram desempenho misto diante da volatilidade.
Mercados globais: abertura e próximos passos
As bolsas europeias abriram em queda: FTSE 100, DAX e CAC 40 registraram baixas. Na Ásia, Japão, Austrália e Coreia do Sul também apontaram perdas, com quedas entre 0,2% e 1%.
Analistas apontam que a sessão pode continuar turbulenta enquanto investidores digerem notícias sobre Hormuz, inflação e balanços corporativos. O tom é de cautela diante de eventos geopolíticos em curso.
No radar americano, ganhos corporativos de grandes bancos e fabricantes de tecnologia devem informar o ritmo do mercado. Dados de inflação, produção e empregos também serão observados de perto nesta semana.
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