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Setor de alho enfrenta desafios em reunião com frente do agronegócio

Setor de alho encara crise com importações chinesas e argentinas; reunião da Frente Parlamentar busca medidas rápidas, como novas investigações antidumping e ajuste de preços

Alho brasileiro vem enfrentando forte concorrência das remessas chinesas e argentinas
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  • Setor de alho enfrenta crise com competição de importações chinesas e argentinas e pressão de preços, levando produtores a discutir soluções na reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com o Ministério da Agricultura.
  • Principal produção nacional ocorre em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que respondem por cerca de sessenta por cento do consumo interno.
  • Em setembro de 2025, o governo renovou por cinco anos o direito antidumping para alho fresco ou refrigerado vindo da China, estabelecendo sobretaxa de R$ 0,78 por quilo; Anapa afirma não haver cumprimento da norma.
  • A Anapa solicita, entre as pautas, investigação antidumping sobre alho argentino e revisão do preço do alho chinês, com possibilidade de suspensão ou reformulação do modelo vigente a partir de 2025.
  • Em termos de demanda de mercado, há preocupação com o estoque da safra anterior e o crescimento das importações: China adicionou cerca de 3 milhões de caixas; Argentina internalizou entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 aproximadamente 5 milhões de caixas (500 mil a mais que o mesmo período da safra anterior).

Em meio à crise, o setor de alho enfrenta perdas decorrentes do aumento das importações. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) organiza uma reunião nesta terça-feira, em parceria com o Ministério da Agricultura, para discutir a produção nacional e os impactos das remessas estrangeiras.

Representantes do setor produtivo, Legislativo e Executivo devem apresentar dados sobre oferta, preços e competitividade. A cabeça das pautas envolve a concorrência com alho importado e as medidas antidumping vigentes.

Competição desleal

No Brasil, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os principais produtores. Cerca de 60% do alho consumido no país é de origem nacional, segundo fontes setoriais. Ainda assim, entidades apontam condições desiguais frente ao produto importado.

A queda de preços e o aumento das importações, principalmente da China e da Argentina, são temas centrais. A prática de dumping é discutida como fator que prejudica a produção local e exige respostas públicas.

Demandas do setor

A Associação Nacional de Produtores de Alho (Anapa) defende abertura de investigação antidumping contra o alho argentino e revisão do preço aplicado ao alho chinês. A entidade cobra instrumentos para equiparar condições de competição.

Presidente da Anapa, Rafael Cursino, afirma que o encontro pode mobilizar governo e parlamento para reduzir impactos na renda do produtor. Ele aponta dificuldade de comercialização, pressão de preços e alta de importações.

Medidas em discussão

A Anapa sustenta que o antidumping sobre o alho argentino é necessário diante do aumento das importações e de possíveis irregularidades operacionais. A entidade também solicita revisão do modelo de preço do alho chinês vigente desde 2025.

No âmbito institucional, o governo prorrogou, em setembro de 2025, a sobretaxa de R$ 0,78 por quilo para alho chinês, medida que vem sendo contestada judicialmente por importadoras e entidades setoriais.

Situação de emergência

Outro eixo é a chegada da nova safra. Estoques da safra anterior ainda não foram escoados, gerando acúmulo financeiro para frentes de produção. Dados indicam que, em 2025, o alho chinês aumentou significativamente as entradas.

Entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, o alho argentino registrou alta de aquisição, com milhões de caixas internalizadas, elevando as pressões sobre o mercado brasileiro. As autoridades monitoram o equilíbrio entre oferta interna e importações.

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