- A Rocky Mountain Power, controlada pela PacifiCorp, atualizou seu planejamento de longo prazo e não prevê novas usinas de vento ou solar em Wyoming entre 2027 e 2045.
- A mudança é atribuída à revogação de partes significativas do Inflation Reduction Act em 2025, que afeta benefícios fiscais para renováveis.
- Ainda há projetos em andamento: aproximadamente 1.200 MW de solar em Utah, mais de 400 MW de vento em Idaho e 26 MW de vento em Wyoming, com parte da energia destinada a clientes da PacifiCorp em Oregon e Washington.
- PacifiCorp responde por cerca de 35% da capacidade de vento instalada em Wyoming; a empresa também tem atrasado o fechamento de usinas a carvão.
- Analistas dizem que o plano cria sinais que podem gerar incerteza para desenvolvedores de renováveis, mesmo sendo apenas uma projeção de 20 anos e não obrigação de seguir o que está registrado.
PacifiCorp, controladora da Rocky Mountain Power, atualizou seu planejamento de longo prazo e sinalizou que não planeja adicionar mais usina eólica ou solar em Wyoming, Utah, Idaho e Califórnia entre 2027 e 2045. A atualização foi divulgada em março, como parte do documento de planejamento integrado da empresa.
A decisão está associada às mudanças promovidas pela revogação de partes substanciais do Inflation Reduction Act, aprovadas em 2025, segundo a empresa. O texto aponta que o fim de benefícios fiscais impacta a viabilidade econômica de novos projetos de energia renovável.
PacifiCorp é a maior concessionária de Wyoming. A empresa integra o portfólio Berkshire Hathaway, de Warren Buffett. Em meio a reajustes de tarifas nos últimos anos, a companhia alega que as adições de energia renovável não são as responsáveis pelos aumentos, e que os custos líquidos de energia teriam subido se não fosse pelos investimentos em renováveis.
O novo cenário de planejamento mostra impacto sobre a trajetória de emissões. O documento indica que a curva de emissões de gases de efeito estufa, anteriormente em queda, passará a subir. Em Wyoming, PacifiCorp responde por cerca de 35% da capacidade de 3,7 GW instalada de geração eólica.
Apesar da retração, ainda há projetos pendentes. A empresa afirma que o portfólio preferencial traz cerca de 1.200 MW de nova solar em Utah, mais de 400 MW de nova eólica em Idaho e 26 MW de eólica em Wyoming. Parte da energia gerada ficará destinada a clientes de Oregon e Washington.
Analistas destacam que, embora a empresa não tenha obrigação de seguir o plano, ele cria sinais fortes de investimentos de curto prazo em geração elétrica. A Sierra Club, operação no Wyoming, afirma que o cenário não é favorável para as renováveis, apesar de reconhecer a natureza sujeita a mudanças dos planos integrados.
Questionada sobre o futuro da energia eólica em Wyoming, a Sierra Club aponta que o atraso pode gerar incerteza para desenvolvedores, mesmo com possibilidades de retomar investimentos no setor no médio ou longo prazo. Outras instituições reconhecem que a tecnologia tem ganhado eficiência suficiente para competir com fósseis.
A mudança de estratégia de PacifiCorp levanta dúvidas sobre o papel de cooperativas locais e de centros de dados na demanda futura por vento. Observa-se, ainda, que o mercado regulado exige atualização constante de planos, com revisões entre as rodadas oficiais de planejamento.
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