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Utilidade elétrica de Wyoming abandona vento e solar em planejamento de longo prazo

PacifiCorp não planeja novas usinas eólicas ou solares em Wyoming de 2027 a 2045, elevando incertezas para projetos e tarifas futuras

Wind turbines stand just west of a highway north of Medicine Bow, Wyo., July 1, 2022. (Dustin Bleizeffer/WyoFile via AP)
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  • A Rocky Mountain Power, controlada pela PacifiCorp, atualizou seu planejamento de longo prazo e não prevê novas usinas de vento ou solar em Wyoming entre 2027 e 2045.
  • A mudança é atribuída à revogação de partes significativas do Inflation Reduction Act em 2025, que afeta benefícios fiscais para renováveis.
  • Ainda há projetos em andamento: aproximadamente 1.200 MW de solar em Utah, mais de 400 MW de vento em Idaho e 26 MW de vento em Wyoming, com parte da energia destinada a clientes da PacifiCorp em Oregon e Washington.
  • PacifiCorp responde por cerca de 35% da capacidade de vento instalada em Wyoming; a empresa também tem atrasado o fechamento de usinas a carvão.
  • Analistas dizem que o plano cria sinais que podem gerar incerteza para desenvolvedores de renováveis, mesmo sendo apenas uma projeção de 20 anos e não obrigação de seguir o que está registrado.

PacifiCorp, controladora da Rocky Mountain Power, atualizou seu planejamento de longo prazo e sinalizou que não planeja adicionar mais usina eólica ou solar em Wyoming, Utah, Idaho e Califórnia entre 2027 e 2045. A atualização foi divulgada em março, como parte do documento de planejamento integrado da empresa.

A decisão está associada às mudanças promovidas pela revogação de partes substanciais do Inflation Reduction Act, aprovadas em 2025, segundo a empresa. O texto aponta que o fim de benefícios fiscais impacta a viabilidade econômica de novos projetos de energia renovável.

PacifiCorp é a maior concessionária de Wyoming. A empresa integra o portfólio Berkshire Hathaway, de Warren Buffett. Em meio a reajustes de tarifas nos últimos anos, a companhia alega que as adições de energia renovável não são as responsáveis pelos aumentos, e que os custos líquidos de energia teriam subido se não fosse pelos investimentos em renováveis.

O novo cenário de planejamento mostra impacto sobre a trajetória de emissões. O documento indica que a curva de emissões de gases de efeito estufa, anteriormente em queda, passará a subir. Em Wyoming, PacifiCorp responde por cerca de 35% da capacidade de 3,7 GW instalada de geração eólica.

Apesar da retração, ainda há projetos pendentes. A empresa afirma que o portfólio preferencial traz cerca de 1.200 MW de nova solar em Utah, mais de 400 MW de nova eólica em Idaho e 26 MW de eólica em Wyoming. Parte da energia gerada ficará destinada a clientes de Oregon e Washington.

Analistas destacam que, embora a empresa não tenha obrigação de seguir o plano, ele cria sinais fortes de investimentos de curto prazo em geração elétrica. A Sierra Club, operação no Wyoming, afirma que o cenário não é favorável para as renováveis, apesar de reconhecer a natureza sujeita a mudanças dos planos integrados.

Questionada sobre o futuro da energia eólica em Wyoming, a Sierra Club aponta que o atraso pode gerar incerteza para desenvolvedores, mesmo com possibilidades de retomar investimentos no setor no médio ou longo prazo. Outras instituições reconhecem que a tecnologia tem ganhado eficiência suficiente para competir com fósseis.

A mudança de estratégia de PacifiCorp levanta dúvidas sobre o papel de cooperativas locais e de centros de dados na demanda futura por vento. Observa-se, ainda, que o mercado regulado exige atualização constante de planos, com revisões entre as rodadas oficiais de planejamento.

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