- A Amazon anunciou a compra da Globalstar por US$ 11,57 bilhões, ampliando a presença da empresa no mercado de internet via satélite.
- A operação visa acelerar a conectividade direto para o celular (direct-to-device) e integrar a rede da Globalstar com a infraestrutura da Amazon.
- A compra faz parte do Project Kuiper, iniciativa de Jeff Bezos para levar internet a qualquer lugar com satélites em órbita baixa.
- Os acionistas da Globalstar podem escolher receber US$ 90 por ação em dinheiro ou 0,3210 ação da Amazon, com limite de até 40% do valor em dinheiro; saldo, se houver, vai em ações.
- O valor da transação pode ser reduzido em até US$ 110 milhões caso a Globalstar não cumpra metas operacionais previstas no acordo.
A Amazon anunciou na terça-feira a aquisição da Globalstar por 11,57 bilhões de dólares, moveu o objetivo de levar internet do espaço direto para o celular. A operação integra a estratégia de ampliar conectividade via satélite e competir com provedores existentes, como a Starlink.
A iniciativa faz parte do projeto em andamento desde 2019, batizado Project Kuiper. A meta é levar internet a qualquer lugar do mundo por meio de satélites de órbita baixa, conectados a uma infraestrutura global própria e a antenas terrestres.
Com a compra, a Amazon passa a incorporar satélites já em operação, infraestrutura e licenças de espectro de alcance global. A integração acelera a oferta de voz, dados e mensagens fora da cobertura tradicional, usando tecnologia direct-to-device.
Detalhes do acordo
Pelos termos, acionistas da Globalstar podem escolher receber US$ 90 por ação em dinheiro ou 0,3210 ação da Amazon por papel. Há um teto de 40% do valor total pago em dinheiro, com o restante convertido em ações da Amazon se a demanda por caixa exceder esse limite.
O valor da operação pode sofrer ajustes. O contrato prevê uma redução de até US$ 110 milhões caso a Globalstar não cumpra determinadas metas operacionais definidas no acordo.
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