- A Amazon anunciou a compra da Globalstar por US$ 11,6 bilhões, incluindo operações, infraestrutura e licenças internacionais de espectro para satélites.
- O negócio cria a Leo, empresa de entrega de internet via satélite da Amazon, com início de serviços diretos a dispositivos em 2028; a Leo fica sob o guarda-chuva da Amazon, não da Blue Origin.
- O acordo oferece aos acionistas da Globalstar US$ 90 por ação em dinheiro ou 0,32 ação da Amazon, um prêmio de 117% em relação ao preço de outubro.
- A Globalstar tem cerca de 200 satélites hoje, com autorizações para lançar até 7.000; a Apple detém 20% da empresa, e a Leo prestará suporte ao serviço de satélite em iPhones e Apple Watches.
- A aquisição amplia a competição com a Starlink, líder de mercado, que tem cerca de 10 mil satélites operacionais; a AST SpaceMobile é o segundo maior player, com modelo de negócios diferente.
A Amazon confirmou a compra da Globalstar por 11,6 bilhões de dólares, ampliando seus planos com a Leo, subsidiária criada para enfrentar a liderança da Starlink. O acordo prevê a aquisição das operações, infraestrutura existente e licenças internacionais de espectro para comunicação via satélite.
Com os ativos da Globalstar, a Leo ganha escala para oferecer internet via satélite, semelhante ao que a Starlink já faz. A Leo atua em órbita baixa, e os satélites ficam no espaço próximo da Terra. A empresa deverá iniciar serviços diretos a dispositivos em 2028, continuando sob o guarda-chuva da Amazon e fora da Blue Origin.
Detalhes do acordo e contextos
A Amazon oferece aos acionistas da Globalstar US$ 90 por ação em dinheiro ou 0,32 ação da Amazon, representando um prêmio de 117% frente ao preço de outubro, antes de a Bloomberg reportar interesse de venda. A conclusão do negócio está prevista para 2027.
Este é o maior acordo da Amazon desde a compra da Whole Foods, em 2017, por 13,7 bilhões de dólares. A Globalstar mantém hoje participação de cerca de 20% da Apple, o que complicou as negociações, segundo o Financial Times, já que a Leo deverá apoiar serviços para iPhones e Apple Watches, incluindo o SOS via satélite.
Situação das operações e comparação de mercado
A Leo opera com aproximadamente 200 satélites e busca lançar até 7.000 unidades adicionais, embora tenha registrado atrasos. Em janeiro, pediu à FCC mais tempo para cumprir o mandato de cerca de 1.600 satélites até julho de 2026.
A SpaceX, controladora da Starlink, lidera o setor com cerca de 10.000 satélites operacionais; 750 já atendem a serviços diretos ao consumidor. Em 2026, foram lançados cerca de 1.000 novos satélites pela empresa de Musk.
A Starlink atende dezenas de companhias aéreas e tem clientes de peso no turismo e transporte, como United, Southwest, British, Air France e Emirates. Já a AST SpaceMobile, segunda colocada, atua como fornecedora para operadoras e não diretamente para clientes finais.
Desempenho financeiro e perspectivas
A AST SpaceMobile anunciou faturamento de 70,9 milhões de dólares no quarto trimestre de 2025, superando estimativas em aproximadamente 30%. No entanto, as ações da empresa recuaram após o anúncio da Amazon sobre seu interesse em atuar com operadoras móveis.
No momento, a Amazon vale cerca de 2,7 trilhões de dólares na bolsa, enquanto a Globalstar vale aproximadamente 10,2 bilhões e a AST SpaceMobile, 33,7 bilhões. A conclusão do acordo com a Globalstar deve impactar o ecossistema de satélites e o posicionamento da Leo no mercado global.
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