- O Brasil, maior exportador mundial de café há mais de um século, registrou queda de quase oito por cento nas vendas externas em março.
- Em 2025, o país embarcou 40 milhões de sacas, mantendo a liderança na produção/exportação global do grão.
- O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, atribui a retração às tensões geopolíticas entre grandes potências e à alta inflação, que elevam custos e impactam o agronegócio.
- De janeiro a março, as exportações brasileiras caíram 21 por cento, totalizando 8,5 milhões de sacas a menos, conforme balanço do setor.
- O setor segue com preocupações sobre perda de participação de mercado, especialmente com tarifas sobre café solúvel e a retomada de demanda econômica nos Estados Unidos.
O Brasil, líder histórico na exportação de café, registrou uma queda de quase 8% nas vendas externas em março, apontando sinais de fragilidade diante de tensões geopolíticas globais. O país respondeu por mais de 30% da produção mundial e embarcou 40 milhões de sacas em 2025.
Ao comentar o cenário, Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, atribui a retração a conflitos entre grandes potências e à instabilidade econômica decorrente. Ele cita o contexto internacional como fator que pressiona preços e demanda no setor.
Entre janeiro e março, a queda nas exportações somou 21%, totalizando 8,5 milhões de sacas a menos. A disponibilidade interna de café, aliada a preços internacionais favoráveis no passado, não garantiu ritmo adequado de comercialização neste início de 2026.
A participação de mercado do Brasil tem sido afetada, com os Estados Unidos ocupando a terceira posição em março, após melhorar tarifas para cafés verdes. A tarifa do café solúvel ainda não foi resolvida, representando cerca de 10% das exportações.
Diante do cenário, o diretor do Cecafé orienta o produtor a revisar custos e margens, enfatizando a necessidade de decisões de venda mais cuidadosas. O mercado é descrito como uma grande incerteza, especialmente em tempos de geopolítica complexa.
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