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CNI envia carta a deputados contra redução da jornada antes da votação

Antes da votação na CCJ, CNI envia carta a deputados contra redução da jornada, apontando prejuízos à competitividade, empregos formais e produtividade

Deputados, senadores e o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), durante sessão conjunta nesta quinta-feira (27)
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  • A Confederação Nacional da Indústria enviou carta a deputados manifestando preocupação com decisão, em regime de urgência, sobre propostas de mudanças na jornada de trabalho.
  • A entidade afirma que a redução da jornada pode impactar a competitividade, empregos formais e a produtividade das empresas brasileiras.
  • O movimento ocorre após o relator da Proposta de Emenda à Constituição Paulo Azi indicar votação pela admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça.
  • A votação está prevista para a próxima quarta-feira, dia 15.
  • A CNI projeta custo anual entre 178,2 bilhões e 267,2 bilhões de reais para os empregos formais, além de alta média de preços de 6,2% e 5,7% em compras de supermercado.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou carta a deputados manifestando preocupação com a possibilidade de o Congresso votar, em regime de urgência, propostas de mudanças na jornada de trabalho.

A entidade afirma que uma redução da escala de trabalho pode impactar a competitividade, os empregos formais e a produtividade das empresas brasileiras.

A manifestação acontece na esteira da PEC que altera a jornada e da indicação do relator Paulo Azi, que disse que votará pela admissibilidade na CCJ. A votação está prevista para quarta-feira, 15.

Azi informou à CNN que os últimos detalhes do relatório estão sendo fechados, mas os debates sobre a constitucionalidade já teriam sido concluídos.

A CNI sustenta que o tema deve avançar apenas após debate técnico qualificado e análise adequada dos impactos econômicos e sociais.

Projeções da entidade apontam que a redução para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, pode elevar entre 178,2 bilhões e 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia.

Ainda segundo a CNI, os preços ao consumidor devem subir, em média, 6,2%, com compras em supermercados cerca de 5,7% mais caras.

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