- A Confederação Nacional da Indústria enviou carta a deputados manifestando preocupação com decisão, em regime de urgência, sobre propostas de mudanças na jornada de trabalho.
- A entidade afirma que a redução da jornada pode impactar a competitividade, empregos formais e a produtividade das empresas brasileiras.
- O movimento ocorre após o relator da Proposta de Emenda à Constituição Paulo Azi indicar votação pela admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça.
- A votação está prevista para a próxima quarta-feira, dia 15.
- A CNI projeta custo anual entre 178,2 bilhões e 267,2 bilhões de reais para os empregos formais, além de alta média de preços de 6,2% e 5,7% em compras de supermercado.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou carta a deputados manifestando preocupação com a possibilidade de o Congresso votar, em regime de urgência, propostas de mudanças na jornada de trabalho.
A entidade afirma que uma redução da escala de trabalho pode impactar a competitividade, os empregos formais e a produtividade das empresas brasileiras.
A manifestação acontece na esteira da PEC que altera a jornada e da indicação do relator Paulo Azi, que disse que votará pela admissibilidade na CCJ. A votação está prevista para quarta-feira, 15.
Azi informou à CNN que os últimos detalhes do relatório estão sendo fechados, mas os debates sobre a constitucionalidade já teriam sido concluídos.
A CNI sustenta que o tema deve avançar apenas após debate técnico qualificado e análise adequada dos impactos econômicos e sociais.
Projeções da entidade apontam que a redução para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, pode elevar entre 178,2 bilhões e 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia.
Ainda segundo a CNI, os preços ao consumidor devem subir, em média, 6,2%, com compras em supermercados cerca de 5,7% mais caras.
Entre na conversa da comunidade