- A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou ao Congresso o manifesto “Escala 6×1: o Brasil precisa de mais competitividade, não de mais custos”, com pedido de rejeitar mudanças na jornada de trabalho; assinado também pela Fiergs e mais de 800 entidades do setor.
- O governo pretende manter um projeto de lei com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1, adotando jornada de 40 horas semanais, salários garantidos e sem regras de transição, mantendo dois dias de descanso.
- A CNI alerta que mudanças na jornada impactam a competitividade, empregos formais e produtividade; custo estimado varia de R$ 178,2 bilhões a R$ 267,2 bilhões por ano, com impacto de cerca de R$ 88 bilhões na indústria.
- Os preços ao consumidor poderiam subir, em média, 6,2%, com aumentos de 5,7% em itens de supermercado.
- Além da CNI, a Fiergs e outras entidades defendem debate técnico e análise de impactos antes de qualquer avanço, destacando maiores efeitos sobre empresas de menor porte e regiões com menos infraestrutura.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou ao Congresso, na segunda-feira (13 abr 2026), o manifesto Escala 6 X 1: o Brasil precisa de mais competitividade, não de mais custos. O documento pede a rejeição de mudanças na jornada de trabalho propostas pelo governo.
A carta afirma que a decisão em regime de urgência sobre a jornada impacta a competitividade, empregos formais e produtividade das empresas. O governo pretende manter um projeto com 40 horas semanais, sem regra de transição, conforme já informado pela administração.
A Fiergs e mais de 800 entidades signatárias participaram do documento. O movimento enfatiza que alterações na prática devem ocorrer com debate técnico qualificado e avaliação econômica detalhada. O custo estimado para a economia varia entre 178,2 bilhões e 267,2 bilhões de reais anuais.
A CNI cita impactos setoriais e regionais, com estimativas de até 11,5 bilhões no Norte, 34,3 bilhões no Nordeste, 142 bilhões no Sudeste e 54,7 bilhões no Sul. Projeções apontam elevação de preços ao consumidor e pressão sobre investimentos e empregos formais.
Fatores-chave e próximos passos
A carta ressalta a necessidade de aperfeiçoar as relações de trabalho sem acelerar mudanças sem transição. A CNI pede ao Congresso avaliação criteriosa dos impactos econômicos, antes de qualquer deliberação. Em ano eleitoral, o cuidado é considerado essencial para evitar efeitos negativos.
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