- FMI elevou a projeção do PIB do Brasil para 2026 a 1,9%, 0,3 ponto percentual acima da estimativa de janeiro.
- Em 2025, o Brasil avançou 2,3%, conforme o IBGE.
- O FMI aponta que a guerra no Oriente Médio pode gerar um leve impulso de cerca de 0,2 ponto percentual em 2026, devido às exportações de petróleo.
- Para 2027, a projeção caiu para 2,0%, com cenário externo mais fraco e custos de insumos mais elevados.
- O FMI compara as perspectivas com outras entidades: Focus aponta 1,85% para este ano; América Latina e Caribe devem crescer 2,3% em 2026 e 2,7% em 2027.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2026, afirmando que o país pode registrar um leve impacto positivo decorrente da guerra no Oriente Médio, devido à posição de exportador de petróleo. A divulgação ocorreu nesta terça-feira, 14, no relatório Perspectiva Econômica Global.
Para 2025, o FMI aponta avanço de 2,3% do PIB brasileiro, ainda assim abaixo de 2024. O documento sinaliza que a economia brasileira deverá crescer mais moderadamente nos próximos anos, seguindo uma tendência global de desaceleração.
A guerra no Oriente Médio teria, segundo o FMI, efeito positivo de cerca de 0,2 ponto percentual em 2026, por conta do aumento de preços de energia. O estreito de Ormuz voltou a influenciar o mercado de petróleo, elevando custos de fogo para fertilizantes e insumos.
Contexto internacional
O FMI destaca que a situação regional afeta o cenário global com impactos heterogêneos. Economias menores da região podem sofrer mais, enquanto grandes economias globais mantêm impactos variados conforme a dependência de energia.
Perspectivas por ano
O FMI projeta 2026 em 1,9%, 0,3 ponto acima da estimativa de janeiro, mantendo o ritmo de outubro do ano anterior. Já para 2027, a projeção é de 2,0%, mas 0,3 p.p. abaixo do estimado anteriormente. A diferença reflete demanda global mais fraca e custos de insumos mais altos.
O FMI ressalva que o Brasil dispõe de reservas internacionais adequadas, dívida em moeda estrangeira controlada, folha de liquidez robusta e câmbio flexível, fatores que ajudam a absorver choques externos.
As perspectivas do FMI para o Brasil ficam abaixo das estimativas para a América Latina e Caribe, de 2,3% (2026) e 2,7% (2027). Além disso, o Brasil fica atrás das economias emergentes e em desenvolvimento, projetadas em 3,9% e 4,2%.
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