- O FMI reduziu a projeção de crescimento global para 3,1% neste ano, ante 3,3% em janeiro, em razão do choque de petróleo causado pela guerra no Oriente Médio.
- O banco central apresentou cenários: no mais grave, o mundo ficaria próximo de recessão (crescimento abaixo de 2%) se o conflito se prolongar e danificar infraestrutura de energia.
- Economias em desenvolvimento devem sentir mais o impacto; o crescimento de mercados emergentes cai para 3,9% este ano, enquanto os EUA devem crescer 2,3%.
- Alemanha e Reino Unido devem ampliar o ritmo de crescimento quase parando, com 0,8% cada; China, 4,4%; Oriente Médio e Ásia Central, 1,9%; Irã, queda de 6,1%.
- A inflação global pode subir para 4,4% neste ano no cenário base, com possibilidade de 5,4% no cenário adverso; o petróleo mais caro aumenta as pressões de preços.
O Fundo Monetário Internacional reduziu a previsão de crescimento global para 3,1% neste ano, ante 3,3% projetados em janeiro. A revisão leva em conta o choque no petróleo causado pela guerra no Oriente Médio e a possibilidade de piora caso o conflito se alongue e danifique a infraestrutura de energia.
O FMI destacou que a trajetória depende da duração do conflito. O cenário mais grave aponta para perto de recessão, definida como queda de crescimento abaixo de 2%. O relatório também aponta cenários alternativos com impactos variados para inflação e atividade.
Desdobramentos e cenário base
A instituição reanalisou as perspectivas de países em desenvolvimento, que devem enfrentar maior impacto. O crescimento nesses mercados cai para 3,9%, ante 4,2% anteriormente. Economias desenvolvidas, como os EUA, devem sentir efeito menor.
A divulgação ocorreu durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington. O órgão ressaltou que o petróleo em alta eleva inflação e pressiona cadeias de suprimento global.
Inflação e impactos regionais
O FMI prevê inflação global de 4,4% neste ano, com alta dos preços de energia e alimentos. A inflação pode chegar a 5,8% em 2026, caso o cenário mais adverso se confirme.
Entre as maiores economias, a China deve crescer 4,4% e a Alemanha e o Reino Unido, 0,8% cada. Nos EUA, a expansão é projetada em 2,3%, refletindo o papel de exportador líquido de energia.
O FMI destacou que o Oriente Médio e a Ásia Central devem registrar queda de desempenho, com regiões como Bahrein, Iraque, Kuwait e Qatar em retração. O Irã deve encolher cerca de 6,1% neste ano.
Observação do FMI
O economista-chefe Pierre-Olivier Gourinchas afirmou que a incerteza aumenta a cada dia com perturbações no setor de energia. A magnitude do choque dependerá da duração do conflito e da rapidez da normalização energética.
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