- Importações de calçados no Brasil, especialmente da Ásia, guiam crescimento desde 2021, com alta de 90% no volume nos últimos cinco anos.
- No primeiro trimestre, as importações somaram US$ 164,9 milhões, equivalentes a 15 milhões de pares, 16,9% a mais que o mesmo período de 2025.
- Em março, foram embarcados 5,36 milhões de pares por US$ 55,6 milhões, respectivamente 7% e 23,8% acima de fevereiro.
- A China é a origem que mais preocupa, com 2,95 milhões de pares em março, US$ 6,78 milhões, alta de 46,3% e preço médio de US$ 2,29 por par; o Vietnã teve 1,16 milhão de pares, US$ 27,38 milhões.
- Exportações brasileiras recuam: jan-mar foram 26,32 milhões de pares, US$ 210,9 milhões, queda de 16,6% em volume e 21,8% em receita; Estados Unidos e Argentina registraram quedas, principalmente a Argentina.
Nas importações de calçados no Brasil, há crescimento desde 2021, puxado principalmente por países asiáticos. Dados da Abicalçados mostram alta de 90% no volume nos últimos cinco anos, com o total de importações de todos os continentes em US$ 164,9 milhões no 1º trimestre, frente ao mesmo período de 2025.
O levantamento, com base na Secretaria de Comércio Exterior, aponta 15 milhões de pares importados no 1º trimestre, 16,9% a mais que há um ano. Em março, embarcaram 5,36 milhões de pares, correspondentes a US$ 55,6 milhões, aumento de 7% no volume e 23,8% na receita em relação a fevereiro.
Preocupação com a China
A Abicalçados destaca que as compras chinesas foram as mais relevantes em março, somando 2,95 milhões de pares e US$ 6,78 milhões, elevação de 46,3% sobre fevereiro. O preço médio ficou em US$ 2,29 por par (aprox. R$ 11).
O Vietnã aparece em seguida, com 1,16 milhão de pares comprados por US$ 27,38 milhões, avançando 35% no volume e 57,8% na receita frente ao mês anterior. No acumulado do trimestre, China e Vietnã lideram as origens das importações.
Exportações em queda
Para a indústria brasileira, o cenário externo se complica pela redução das exportações. De janeiro a março, foram 26,32 milhões de pares vendidos ao exterior por US$ 210,9 milhões, quedas de 16,6% no volume e 21,8% na receita em relação ao 1º trimestre de 2025.
Entre fevereiro e março, as exportações totais somaram 9,23 milhões de pares, com receita de US$ 75,57 milhões, recuos de 12% e 21,1%, respectivamente. Os Estados Unidos e a Argentina permanecem como principais destinos, com impactos vinculados à instabilidade econômica global.
Entre na conversa da comunidade