- As taxas dos DIs de curto prazo fecharam em queda na terça-feira, com rumores de retomada de negociações de paz entre EUA e Irã.
- O DI para janeiro de 2028 caiu para 13,39%, recuando 12 pontos-base em relação ao dia anterior.
- O DI para janeiro de 2035 operou em 13,45%, alta de 2 pontos-base frente ao ajuste anterior.
- Dados do setor de serviços brasileiro em fevereiro mostraram alta de apenas 0,1% frente a janeiro, abaixo do consenso de 0,5%. Em relação a fevereiro do ano anterior, houve alta de 0,5%.
- Conforme a leitura global, a esperança de acordo entre EUA e Irã favoreceu maior apetite por ativos de risco, mantendo o tom neutro na política monetária brasileira.
As taxas dos DIs de curto prazo fecharam em queda na terça-feira (14) após a notícia de que EUA e Irã podem retomar negociações de paz ainda nesta semana. No Brasil, dados do setor de serviços vieram abaixo do esperado. O movimento refletiu maior apetite por ativos de risco entre investidores.
Ao fim da sessão, o DI para janeiro de 2028 recuou 12 pontos-base, para 13,39%, ante 13,514% na véspera. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 operou em 13,45%, alta de 2 pontos-base frente ao ajuste anterior de 13,427%.
Pela manhã, fontes próximas às negociações disseram à Reuters que ainda não há data definida, mas o diálogo pode ocorrer entre sexta e domingo. Uma fonte sênior iraniana confirmou abertura para contatos, sem data marcada.
Essa expectativa de retomada das negociações elevou o apetite por ativos de risco no mercado global, incluindo ações e títulos de países emergentes. No Brasil, o recuo das DIs foi mais intenso nos contratos de curto prazo.
Em fevereiro, o IBGE informou que o volume de serviços cresceu 0,1% frente a janeiro, abaixo da expectativa de 0,5%. Na base anual, houve alta de 0,5%, abaixo da previsão de 1,7%.
Economistas citados pela Reuters atribuíram a frustração da leitura a um clima externo mais estável. A leitura de curto prazo reforçou a percepção de um possível ritmo mais acelerado de cortes da Selic, ainda com cautela.
No âmbito institucional, a pesquisa CNT/MDA mostrou Lula com 39,2% das intenções de voto no primeiro turno, frente a 30,2% de Flávio Bolsonaro. Em cenário de segundo turno, Lula aparece com 44,9% ante 40,2% de Flávio.
Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou que o Índice de Preços ao Produtor subiu 0,5% em março, após avanço revisado de fevereiro de 0,5%. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 1,1% para março.
Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries perderam força ao longo da manhã e da tarde, contribuindo para a percepção de menor aversão ao risco global.
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