- Antes da liquidação extrajudicial, o Banco Master contratou consultorias ligadas a três ex-presidentes do Banco Central: Henrique Meirelles, Gustavo Loyola e Pedro Malan, totalizando 25,8 milhões de reais pagos entre 2022 e 2025 (com deduções, 20,2 milhões).
- O montante envolve serviços de consultoria econômica e financeira, além de atuação de escritórios de advocacia, conforme dados da Receita Federal obtidos pela CNN.
- Gustavo Loyola recebeu, de 2023 a 2025, aproximadamente 6,7 milhões de reais brutos, com 6,3 milhões líquidos após deduções, pagos em parcelas de 250 mil reais mensais; a empresa Tendências Consultoria Integrada também recebeu mais de 430 mil reais entre 2022 e 2025.
- Henrique Meirelles foi o principal beneficiário, recebendo cerca de 13,4 milhões de reais em pagamentos entre 2024 e 2025, totalizando 18,5 milhões de reais com tributos, em dois contratos de serviço de consultoria sobre macroeconomia e mercado financeiro.
- Pedro Malan, ex-presidente do BC, atua como consultor na Mirza e Malan Advogados; em 2022 o banco pagou 106,5 mil reais brutos à firma, que afirmou não envolver a atuação direta de Malan na contratação.
O Banco Master contratou consultorias de empresas ligadas a três ex-presidentes do Banco Central (BC) antes de ser alvo de liquidação extrajudicial. O total pago chegou a cerca de R$ 25,8 milhões entre 2022 e 2025, apurado pela Receita Federal e confirmado pela CNN. Os valores líquidos, após tributos, somaram aproximadamente R$ 20,2 milhões.
As consultorias envolveram Henrique Meirelles, Gustavo Loyola e Pedro Malan. Meirelles recebeu cerca de R$ 18,5 milhões no total, entre 2024 e 2025, e atuou como pessoa física por meio de dois pagamentos. Loyola teve vínculo com empresas cobrando serviços entre 2023 e 2025, totalizando R$ 6,3 milhões após deduções. Malan, por meio da Mirza & Malan Advogados, recebeu valores ainda em 2022.
A relação entre o Master e as consultorias se estendeu a Tendências Consultoria Integrada, com Loyola como sócio-diretor. Em conjunto, esses pagamentos ultrapassaram R$ 430 mil após tributos, prestados como pareceres e laudos técnicos, de acordo com a empresa. O montante total do banco foi registrado entre 2022 e 2025.
Pagamentos e empresas envolvidas
Os pagamentos ocorreram em parcelas mensais, com parte dos valores de Meirelles ocorrendo em 2024 e 2025. As empresas citadas operaram em serviços de consultoria econômica e financeira, incluindo pareceres, laudos e análises de operações sob fiscalização regulatória. O Master ainda contratou escritórios de advocacia vinculados aos ex-presidentes.
Situação regulatória e contexto institucional
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado aprovou a quebra de sigilo fiscal e bancário do Master, ampliando apurações sobre pagamentos a pessoas ligadas a políticos e autoridades. Também há investigações sobre a atuação de servidores do BC em operações envolvendo o banco, em especial no âmbito da Operação Compliance Zero. O BC não informou sobre posicionamentos públicos até o momento.
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