- Bernstein estima que os mercados de previsão atinjam US$ 1 trilhão em volume até 2030, com participação de esportes caindo de 62% para 31% nesse período.
- Os analistas apontam que deve haver desenvolvimento de um mercado institucional em contratos econômicos, comerciais e políticos para oferecer exposição mais direta a eventos.
- A previsão é de que esses mercados gerem cerca de US$ 10,8 bilhões até o fim da década, frente a US$ 500 milhões em 2025.
- Esportes seguem como categoria principal, com 42% dos volumes na Polymarket e 78% na Kalshi; a Kalshi registrou US$ 2,7 bilhões em apostas esportivas na última semana durante o Masters.
- Grandes players financeiros estão entrando no espaço: Tradeweb e ICE firmaram parcerias e investimentos, enquanto Jump Trading e Susquehanna já atuam oferecendo liquidez e explorando arbitragem.
Mercados de previsão devem chegar a US$ 1 trilhão em volume até 2030, segundo Bernstein. Analistas afirmam que apostas em esportes não sustentam esse crescimento apenas; fatores institucionais devem ampliar a atuação em contratos econômicos, comerciais e políticos.
Atualmente, contratos relacionados a esportes respondem por 62% do volume nas plataformas Polymarket e Kalshi. Bernstein projeta queda para 31% até 2030, conforme instituições exploram outros tipos de eventos.
Eles destacam que empresas devem adotar mercados de previsão para proteção de riscos, com interesse de corporações e seguradoras em exposição direta a eventos. Instrumentos já usados hoje são, em geral, de hedge indireto.
Conforme o estudo, profissionais já contam com derivativos de taxa de juros e credit default swaps para riscos políticos e de políticas, mas esses instrumentos não oferecem exposição direta aos eventos avaliados.
Os autores apontam que contratos de eventos eliminam o risco de divergência entre o resultado político e o desempenho de um hedge, ampliando o acesso a instrumentos antes restritos a um segmento específico do mercado.
Para receita, Bernstein estima início de crescimento acelerado, chegando a US$ 10,8 bilhões até 2030, ante US$ 500 milhões em 2025. A pesquisa observa que a Polymarket começou a cobrar taxas apenas em alguns mercados desde abril.
Esportes continuam dominando a prática em ambas as plataformas. Na Polymarket, 42% do volume vem de esportes; na Kalshi, esse percentual chega a 78%, segundo dashboard da Dune. A Kalshi atingiu recorde de US$ 2,7 bilhões em apostas esportivas na semana do Masters.
A participação de grandes nomes de Wall Street aumenta o interesse pelo setor. Parlamentares locais discutem restrições, enquanto a CFTC atua para regulamentação federal de contratos de eventos. Em 2026, trades entre plataformas se intensificaram com acordos de liquidez.
A Tradeweb, com US$ 2,8 trilhões em volumes diários, firmou parceria com a Kalshi. A ICE, dona da Nasdaq, investiu US$ 1,6 bilhão na Polymarket para ampliar distribuição. Jump Trading adquiriu participações minoritárias nas duas plataformas para fornecer liquidez.
O estudo ressalta que a atuação de Susquehanna International Group e outras empresas de trading de alta frequência sinaliza a entrada de grandes players no setor, indicando adoção mais ampla de mercados de previsão.
Fonte: Bernstein, com base em dados de plataformas e parcerias recentes, analisando tendências e cenários regulatórios.
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