- Nissan vai reduzir a linha global de 56 para 45 modelos, eliminando veículos com baixo desempenho comercial.
- A empresa ampliará o uso de plataformas compartilhadas e veículos desenvolvidos na China em parceria com a Dongfeng, com dois modelos já confirmados no Brasil: Frontier Pro PHEV e N7.
- A China passa a ter papel central, com modelos chineses servindo de base para exportação e expansão de eletrificação.
- Haverá renovação de modelos estratégicos: nova geração do Rogue (X-Trail) com mais opções de eletrificação; Juke terá fase de eletrificação; X-Trail manterá papel de pilar global.
- No Brasil, a Nissan investe 2,8 bilhões de reais em Resende, com Frontier híbrida plug-in e X-Trail eletrificado entre os próximos lançamentos, alinhados a um plano de redução de custos e maior eletrificação.
A Nissan apresentou um conjunto de medidas para reverter a crise global. A companhia reduzirá o número de modelos, ampliará o uso de plataformas compartilhadas e intensificará a parceria com a Dongfeng na China. O foco é elevar eficiência e margens diante de perdas bilionárias.
Segundo a empresa, as perdas de 2025 somaram cerca de US$ 4,5 bilhões. A expectativa é reorganizar a produção para sustentar crescimento, eliminando modelos com baixa demanda e priorizando itens com maior potencial de escala.
O plano também prevê ampliar o papel da China no desenvolvimento global. Modelos desenvolvidos na China, como sedãs e SUVs elétricos, devem servir de base para exportação e adaptação para outros continentes.
Na prática, a Nissan reduzirá a linha global de 56 para 45 modelos. A medida busca padronizar plataformas, reduzir complexidade produtiva e acelerar o desenvolvimento de produtos com maior rentabilidade.
Entre as novidades, a marca confirmou nova geração do Rogue, rebatizado de X-Trail em alguns mercados, com elevação de ofertas elétrificadas. O Juke também receberá nova fase com foco em eletrificação.
No portfólio, o X-Trail continuará como pilar, ao lado de opções híbridas e elétricas, mantendo o foco em SUVs médios. A estratégia inclui ampliar a motorização na mesma base de modelos, com versões a combustão, híbridas e elétricas conforme o mercado.
Outra peça importante é a AI Drive Technology, que apresentará sistemas de assistência à condução, segurança e automação em grande parte da linha. A tecnologia busca ampliar a condução assistida ao longo do tempo.
No Brasil, o reposicionamento global se reflete na prática. A Nissan investe em SUVs e utiliza a plataforma do novo Kicks para o Kait, ampliando atuação no segmento compacto. O investimento local é de cerca de R$ 2,8 bilhões em Resende, RJ.
A fabricante também prepara o lançamento da Frontier híbrida plug-in e do X-Trail eletrificado, com novo modelo já em desenvolvimento para mercados globais. Essas iniciativas ocorrem em um cenário de competição acentuada.
O objetivo estratégico inclui vender 1 milhão de veículos nos Estados Unidos e 1 milhão na China nos próximos cinco anos. A meta visa manter o crescimento da marca mesmo diante da pressão de concorrentes chineses.
No Brasil, a Nissan registrou queda de desempenho em 2024 e 2025. Em 2025 foram vendidas 77.808 unidades, queda de 11% em relação a 2024, quando foram divulgadas 87.434 vendas. A capacidade é de 200 mil veículos anuais.
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