- Nissan reduzirá a linha global de 56 para 45 modelos e mira vender 1 milhão de veículos por ano nos Estados Unidos e na China até o ano fiscal de 2030; no Japão, a meta é chegar a 550 mil carros por ano.
- A empresa planeja implantar tecnologia de condução com inteligência artificial em 90% da frota no longo prazo, parte de uma reestruturação anunciada pelo presidente-executivo Ivan Espinosa (14/8).
- O plano prevê redução da pegada de fabricação global e corte de cerca de 15% da força de trabalho.
- A produção nos Estados Unidos deverá subir para 80% da produção local ao longo do tempo, frente aos cerca de 60% atuais.
- A Nissan firmou parceria para desenvolvimento de carros autônomos com a Uber e a Wayve, visando piloto de táxis sem motorista em Tóquio até o final de 2026.
A Nissan Motor anunciou um plano de simplificação da linha global de automóveis e de implantação de tecnologia de condução com IA em 90% da frota a longo prazo. A decisão faz parte de uma reestruturação anunciada pelo presidente-executivo Ivan Espinosa, neste martes (14).
A fabricante japonês reduzirá o número de modelos de 56 para 45. A meta é vender 1 milhão de veículos por ano nos Estados Unidos e na China até o ano fiscal de 2030, além de elevar as vendas no Japão para 550 mil carros nesse mesmo período.
A estratégia prioriza lucratividade, com uma linha mais enxuta e forte, segundo Espinosa. O plano também prevê reduzir a força de trabalho global em 15% e aumentar a produção local nos EUA para 80% no longo prazo.
Além disso, a Nissan pretende rejuvenescer a marca Infiniti com novos modelos e ampliar a produção local em 80% nos EUA, partindo de cerca de 60% atualmente. A empresa busca estimular o crescimento em mercados-chave.
Autonomia e parcerias
A empresa firmou alianças para desenvolvimento de carros autônomos com a Uber e com a startup Wayve, do Reino Unido. O objetivo é iniciar um programa piloto de táxis sem motorista em Tóquio até o final de 2026.
A iniciativa de IA pautará a maior parte da frota ao longo do tempo, conforme o plano de recuperação apresentado no ano anterior. A Nissan pretende manter o foco na competitividade global da quarta maior montadora do Japão.
A companhia não informou o custo total do redesenho nem os impactos detalhados para o quadro de funcionários, apenas o corte de 15% na força de trabalho. As mudanças visam estabilizar resultados e ampliar presença em EUA e China.
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