- Márcio Elias Rosa tomou posse como ministro do Desenvolvimento e declarou apoio à redução da jornada de trabalho para quarenta horas semanais, sujeito ao diálogo com o setor produtivo e à tramitação no Congresso.
- A prioridade da gestão é concluir todos os projetos em andamento neste ano, sem lançar novas iniciativas estruturantes.
- O ministro destacou a Nova Indústria Brasil como motor de investimentos e do comércio exterior, visando manter a produção industrial brasileira.
- No âmbito externo, há previsão de acelerar acordos comerciais, com a entrada em vigor do tratado Mercosul-Europa para 1º de maio, além de negociações com Canadá e México com metas de evolução até o fim do ano.
- Em ambiente de negócios, defende proteção à indústria nacional por meio de tarifas sobre importações de baixo custo e reforça a necessidade de segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade política; também citou o programa Redata para incentivar investimentos em data centers, cuja MP perdeu validade no fim de fevereiro, dependendo de projeto de lei.
Márcio Elias Rosa tomou posse nesta terça-feira (14) como novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Em cerimônia de transmissão de cargo, ele reconheceu a importância de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, ressaltando que a pasta seguirá a linha adotada pelo governo federal. A sentença sobre a mudança depende de diálogo com o setor produtivo e da tramitação no Congresso.
O ministro reiterou que a gestão terá como prioridade a conclusão de projetos em andamento, mantendo a linha de atuação do governo. Entre os eixos, destacou a consolidação da política industrial por meio da Nova Indústria Brasil, vista como motor de investimentos e de comércio exterior, com foco na atração de investimentos para manter a produção industrial em crescimento.
Acordos e comércio exterior
No âmbito internacional, o Mdic pretende acelerar acordos, com ênfase na entrada em vigor do tratado entre Mercosul e União Europeia, prevista para 1º de maio. O ministro afirmou que é essencial a participação ativa do setor privado para que haja resultados rápidos e concretos.
Além disso, o governo busca avanços nas negociações com Canadá e México. Segundo o ministro, o Canadá é estratégico para o Brasil, assim como o México, e há expectativa de evolução até o final do ano.
Ambiente de negócios e incentivos
O ministro defendeu medidas de proteção à indústria nacional, mantendo tarifas sobre produtos importados de baixo custo. A atuação rápida em defesa comercial é apontada como fundamental para setores como têxtil e calçados.
Para atrair investimentos, Elias ressaltou a necessidade de segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade política. Ele afirmou que esses pilares são determinantes para ampliar investimentos estrangeiros diretos.
Infraestrutura e tecnologia
Na agenda interna, o novo ministro indicou a retomada do programa Redata, regime especial de incentivo tributário ligado a investimentos em data centers. A articulação com o Congresso é vista como crucial para avançar em projetos estruturantes e melhorar o ambiente de negócios no país, especialmente após a perda de validade da medida provisória do Redata no fim de fevereiro.
Entre na conversa da comunidade