- A medida provisória que criava o Redata perdeu validade em fevereiro, gerando incerteza sobre incentivos para datacenters no Brasil.
- O setor mantém articulação permanente com o poder público para viabilizar o Redata, com expectativa de vigorar ainda neste ano.
- A Câmara aprovou com urgência o projeto de lei que manteria os incentivos, mas o Senado não pautou o texto antes da MP expirar.
- Empresas e entidades defendem que o Redata pode atraer investimentos, gerar empregos e posicionar o Brasil como hub de datacenters na América Latina.
- Em sustentabilidade, o país aparece com matriz renovável e busca reduzir consumo de água, destacando que datacenters podem ter uso relativo menor de água e energia.
O Redata, regime de tributação para serviços de datacenter, perdeu validade em fevereiro, colocando em risco investimentos bilionários no setor de tecnologia brasileiro. A notícia chega em meio a articulações para manter o regime vivo por vias técnicas e institucionais com o poder público.
Apesar da perda da validade, integrantes do setor afirmam que o processo continua ativo. A Huawei participa das articulações para reestabelecer o Redata, avaliando, de forma conservadora, que a medida pode vigorar ainda neste ano.
A articulação política envolve Câmara dos Deputados e Senado, com a expectativa de votação rápida do projeto que manteria os incentivos. Relator na Câmara aponta esforço conjunto entre setor público e privado, visando superar entraves políticos entre líderes e governo.
Mobilização do setor
O setor de data centers mantém interlocução constante com o poder público, destacam representantes da ABDC. O grupo ressalta a importância de demonstrar impactos econômicos, tecnológicos e estratégicos para atrair investimentos, gerar empregos qualificados e fortalecer a soberania digital.
Entidades como ABDC, Abeeólica, Abes, Brasscom e CNI assinam manifesto em defesa da viabilidade do programa. Executivos destacam alinhamento entre empresas, conectividade, fornecedores de tecnologia e governo na busca de padrões técnicos e regulatórios.
A visão de mercado aponta vantagens do Brasil, como ampla disponibilidade de território e uma matriz energética renovável, além de posição geográfica favorável para conectividade internacional. O objetivo é transformar o país em polo regional de datacenters.
Sustentabilidade e impacto energético
Especialistas destacam que o Brasil tem excedente de energia renovável, o que facilita o uso estratégico por datacenters sem competir com consumo populacional. O debate inclui consumo hídrico, com estudos apontando menor uso relativo de água em infraestrutura digital.
Relatórios indicam que os datacenters utilizam sistemas de resfriamento em circuito fechado, com consumo relativamente baixo de água e energia. O setor sustenta que a expansão pode criar demanda local para recursos renováveis já disponíveis no país.
Cenários de investimento sugerem que o Brasil pode ampliar a atração de capital e contribuir para a economia com empregos qualificados. A avaliação ressalta o papel da indústria na soberania digital brasileira e na diversificação de fontes de energia.
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