- Abrainc afirma que usar o FGTS para pagar dívidas é preocupante e desvirtua a função do fundo.
- Governo estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do FGTS para ajudar trabalhadores de menor renda a quitar dívidas, o que seloneria cerca de 50 mil moradias.
- Caixa Econômica Federal reconhece impactos na disponibilidade do fundo, mas diz que orçamento está garantido até 2028 e que estudos de capacidade seguem.
- Mesmo com anúncio de aporte de R$ 20 bilhões no programa Minha Casa, Minha Vida e R$ 50 bilhões do Fundo Social, Abrainc sustenta que não há compensação pela retirada do FGTS, por públicos diferentes.
- O setor aponta que o FGTS já sofreu drenagem de cerca de R$ 140 bilhões nos últimos anos, enquanto o mercado aposta em ano difícil e juros estáveis para um possível boom imobiliário em 2026.
O uso do FGTS para pagamento de dívidas de trabalhadores gerou preocupação no setor imobiliário. A Abrainc afirma que a medida desvirtua a função original do fundo, que foi criado para saneamento, habitação e infraestrutura. A proposta do governo federal envolve liberar cerca de 17 bilhões de reais para auxiliar pessoas de menor renda a quitar dívidas.
Durante o evento INC – Interior Paulista, em Campinas (SP), o presidente da Abrainc, Luiz França, argumentou que retirar recursos do FGTS compromete a capacidade de investimento do Estado e prejudica o déficit habitacional. A entidade aponta que o montante poderia erguer 50 mil moradias, ajudando na redução de déficits no setor.
A Caixa Econômica Federal também participou da discussão. O diretor de habitação, Roberto Ceratto, reconheceu impactos na disponibilidade do FGTS e na capacidade de investimentos, mas afirmou que o planejamento atual é sólido e com orçamento garantido até 2028. Ceratto afirmou ainda que o governo busca manter a segurança e a rentabilidade do fundo em estudos de capacidade.
Cenário de juros e impactos no crédito imobiliário
Ceratto destacou que há equilíbrio entre a condição financeira das famílias e o valor dos imóveis, citando orçamento recorde do FGTS e aporte anunciado para o programa Minha Casa, Minha Vida. O governo informou um aporte de 20 bilhões de reais no MCMV, somado a 50 bilhões do Fundo Social.
Segundo o executivo da Caixa, as condições são favoráveis para um ano de produção expressiva, com as taxas de financiamento imobiliário mantendo-se em patamares estáveis no curto prazo. O objetivo é sustentar o aquecimento do mercado e manter o ritmo de expansão previsto para 2026.
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