- A PF usou backups do iCloud de um contador para mapear uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro; estimativa aponta movimentação superior a R$ 1,6 bilhão por bets ilegais, rifas digitais, tráfico e operações internacionais.
- A megaoperação ocorreu com 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal, incluindo MC Ryan SP e MC Poze do Rodo entre os presos.
- O material encontrado apontou uma estrutura autônoma e dissociada da investigação inicial, com atividades de captação, internalização e redistribuição de recursos em espécie.
- O esquema incluía bets ilegais, rifas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas ao exterior; houve apreensão de dinheiro, bens de luxo e bloqueios de ativos até R$ 1,63 bilhão.
- Influenciadores e produtores de conteúdo, como Raphael Sousa Oliveira (Choquei) e Chrys Dias, teriam papéis na divulgação de apostas, rifas e promoção de plataformas, segundo a PF.
O que aconteceu: a Polícia Federal deflagrou uma megaoperação que prendeu MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de outros envolvidos, em oito estados e no Distrito Federal. A ação mira uma organização suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas digitais, tráfico de drogas e operações financeiras fraudulentas.
Quem está envolvido: entre os presos estão MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores e produtores de conteúdo ligados ao esquema. Rodrigo de Paula Morgado, contador do grupo, é apontado como peça-chave. Também são citados Tiago de Oliveira, Alexandre Paula de Sousa Santos, Arlindma Gomes dos Santos, Lucas Felipe Silva Martins e Sydney Wendemacher Junior.
Quando e onde aconteceu: a operação foi deflagrada nesta quarta-feira, 15 de abril, em oito estados e no Distrito Federal. A investigação teve início a partir de provas coletadas na operação Narco Bet, de 2025, vinculada à Narco Vela de 2025.
Por quê (contexto e objetivo): a PF identificou uma organização autônoma, dissociada de investigações anteriores, dedicada à lavagem de dinheiro em larga escala. O material obtido no iCloud de Morgado permitiu mapear fluxos entre operadores, empresas de fachada e influenciadores, explicando a origem e o deslocamento de recursos.
Importância do material na investigação
O backup do iCloud foi considerado crucial, pois cruzou extratos, comprovantes, contratos e registros financeiros. A PF afirma que o conteúdo permitiu traçar a relação entre artistas, empresas de fachada e plataformas de pagamento, revelando a estrutura financeira do esquema.
Papel de MC Ryan SP
A PF aponta Ryan SP como líder e principal beneficiário econômico. Ele teria mesclado receitas legais com recursos de apostas, além de blindar o patrimônio envolvendo familiares e terceiros. A Justiça autorizou a apreensão de bens e valores acima de R$ 10 mil.
Papel de MC Poze do Rodo
Poze do Rodo aparece associado a empresas ligadas à circulação de recursos oriundos de rifas digitais. A PF sustenta que ele integrava a engrenagem financeira ao lado de outros operadores, com a empresa EMPOZE entre as citadas no bloqueio judicial.
Operadores e funcionamento
A organização seria estruturada com funções definidas, incluindo procurador e gestor financeiro, coordenando transferências e negociações imobiliárias. Os recursos teriam origem em apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional.
O que foi apreendido
A PF apreendeu carros de luxo, joias, relógios, armas, dinheiro em espécie e equipamentos. O bloqueio judicial abrangeu bens e valores até R$ 1,63 bilhão e criptomoedas em várias corretoras, conforme decisão judicial.
Reações das defesas
As defesas de Ryan SP e Poze do Rodo afirmam ainda não ter acesso aos autos, com sigilo, mas garantem que as transações são lícitas ou que vão se manifestar assim que puderem acompanhar o processo.
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