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BTG assume controle do Jardim das Perdizes; Tecnisa mantém liderança do projeto

BTG passa a deter 68,59% da Windsor no Jardim das Perdizes; Tecnisa segue à frente do projeto, em reestruturação com retomada prevista em 2026

Jardim das Perdizes tem VGV previsto de R$ 4 bilhões. Venda para BTG depende de aprovação do CADE
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  • BTG Pactual passou a controlar 68,59% da Windsor Investimentos Imobiliários, dona do Jardim das Perdizes, após comprar 42,5% do controle da empresa em acordo com a Hines.
  • Tecnisa vendeu 26,09% da Windsor para o BTG, mantendo participação relevante no empreendimento localizado na zona oeste de São Paulo.
  • A compra integra um plano de reestruturação da Tecnisa, que inclui emissão de debêntures, redução de despesas e ajuste de quadro de funcionários.
  • O último lançamento no Jardim das Perdizes foi o Reserva Flamboyant, em setembro de 2024; a Tecnisa pretende retomar lançamentos em 2026.
  • O Jardim das Perdizes tem VGV de cerca de R$ 4 bilhões; até o fim de 2025, a Tecnisa detinha aproximadamente R$ 2,1 bilhões desse valor.

A Tecnisa aceitou a proposta do BTG Pactual para vender 26,09% da Windsor Investimentos Imobiliários, controladora do Jardim das Perdizes, em São Paulo. O acordo ocorreu após o banco comprar parte da participação em fevereiro por 261 milhões de reais. A Windsor lidera o empreendimento.

O BTG fechou, ainda, a compra de 42,5% do controle com a gestora Hines, que era aliada da Tecnisa e da família Nigri. Com isso, o BTG passa a deter 68,59% da Windsor, conforme informaram o Globo e o Estadão. A operação foi intermediada por veículos do BTG e de clientes da instituição.

Joseph Meyer Nigri e Renato Meyer Nigri, filhos do fundador Meyer Nigri, permanecem com participação relevante na sociedade, que envolve a Tecnisa. Até a publicação, as empresas não comentaram o negócio.

O BTG deve atuar como suporte financeiro do Jardim das Perdizes, enquanto a Tecnisa mantém a condução do desenvolvimento do terreno. A parceria não altera a gestão operacional do projeto no momento.

Reestruturação e avanços do projeto

O movimento integra um plano de reestruturação da Tecnisa, que inclui emissão de debêntures, redução de custos e ajuste de quadro de funcionários. A empresa negocia, desde 2025, a venda de terrenos para a Cyrela, mas a negociação foi abandonada em novembro.

Após a desistência com a Cyrela, a Tecnisa buscou alternativas para reduzir a alavancagem e, assim, recebeu a proposta do BTG Pactual. A operação visa reorganizar a estrutura de capital da empresa e manter o Jardim das Perdizes em desenvolvimento.

O último empreendimento lançado no terreno foi o Reserva Flamboyant, em setembro de 2024. A administração indicou planos de retomar lançamentos no Jardim das Perdizes ao longo de 2026, após ajustes financeiros.

O Jardim das Perdizes tem Valor Geral de Vendas estimado em 4 bilhões de reais. Até o final de 2025, a Tecnisa possuía 2,1 bilhões de reais desse VGV, segundo o relatório da companhia.

No último ano, o projeto gerou lucro líquido de 181,4 milhões de reais, conforme o balanço divulgado pela Tecnisa, que mantém o Jardim das Perdizes como pilar de negócios desde o IPO de 2007.

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