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Durigan mantém meta fiscal de superávit de 0,5% para 2027

Durigan mantém meta de superávit de 0,5% para 2027; FMI projeta dívida pública brasileira chegando a 100% do PIB até 2027

Durigan afirmou que o Brasil tem superado projeções do FMI no histórico recente - (crédito: Washington Costa/MF)
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  • O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que a meta fiscal para 2027 manterá o superávit de 0,5% do PIB, conforme o PLDO.
  • Durigan disse que o governo pretende cortar despesas com pessoal e adotar estratégias para incorporar precatórios de forma cuidadosa e conservadora, durante viagem aos Estados Unidos em reuniões do FMI.
  • O Monitor Fiscal do FMI, divulgado nesta quarta-feira (15/4), projeta aumento da dívida pública brasileira, chegando a 100% do PIB já em 2027.
  • Segundo o FMI, a dívida/bruto do Brasil subiu de 71,7% em 2022 para 78,7% em 2025.
  • O Ministério da Fazenda qualificou as estimativas do FMI como diferentes das projeções do governo por razões metodológicas, mantendo diálogo permanente entre as partes.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não pretende alterar a meta fiscal para 2027, fixada em superavit de 0,5% do PIB no PLDO. Em viagem aos EUA, ele antecipou cortes de despesas com pessoal e estratégias para tratar precatórios de forma cuidadosa e conservadora.

Durigan ressaltou que o Brasil tem superado projeções do FMI no histórico recente e que recebeu o relatório de maneira positiva. Segundo ele, o objetivo é estabilizar a trajetória da dívida pública e, a médio e longo prazo, reduzi-la.

O Monitor Fiscal do FMI, divulgado nesta quarta-feira (15/4), projeta aumento da dívida pública brasileira nos próximos anos, podendo chegar a 100% do PIB já em 2027. O documento aponta dificuldades de ajuste no curto e médio prazo.

Monitor Fiscal do FMI e metas fiscais

Segundo o FMI, a dívida pública global deve atingir 100% do PIB até 2029, impulsionada por Estados Unidos, China e fatores geopoliticos. No Brasil, a relação dívida/PIB subiu de 71,7% em 2022 para 78,7% em 2025.

Em nota, o Ministério da Fazenda afirma que as estimativas do FMI diferem das projeções do governo por motivos metodológicos. As equipes mantêm diálogo permanente, destacando que as distinções são transparentes.

Durigan também comentou a viabilidade de incorporar precatórios de forma cuidadosa, reforçando a garantia de que a trajetória da dívida pública se mantém sob controle. O ministro não apresentou alterações de calendário ou prioridades na agenda fiscal.

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