- Quase 200 organizações pedem à administração dos EUA e ao governador de Porto Rico a retomada de 350 milhões de dólares em financiamento federal para instalar sistemas de energia solar em telhados e baterias para 12 mil famílias de baixa renda no territorio, com prazo de resposta próximo, em 9 de maio.
- O dinheiro havia sido cancelado e poderia ser usado para recompor a rede elétrica da ilha, devastada pelo furacão Maria em 2017, enquanto o território enfrenta quedas de energia contínuas.
- Até agora, equipes instalaram painéis solares em mais de 6 mil famílias; outras 12 mil ainda estão em limbo. Em 2025, a média foi de 3.850 sistemas por mês, totalizando quase 192 mil até o fim do ano; mais de 171 mil domicílios/commerces já possuem armazenamento distribuído.
- Famílias dependentes de energia para equipamentos médicos relatam riscos: pacientes com apneia do sono, uso de ventiladores, medicações que precisam de refrigeração e lares com altas temperaturas.
- Assinam a carta as organizações associadas à Federação Hispânica e outras, que defendem a continuidade do programa e questionam a falta de respostas à medida que se aproxima o prazo, enquanto o Departamento de Energia dos EUA não indica quem receberá os sistemas.
Uma coalizão de quase 200 organizações pediu à administração Trump e ao governo de Porto Rico a restauração de 350 milhões de dólares em recursos federais destinados à instalação de sistemas solares em telhados com baterias para 12 mil famílias de baixa renda no território. O objetivo era reduzir apagões elétricos e aumentar a resiliência diante de furacões, especialmente com a temporada de tempestades se aproximando.
O pedido foi encaminhado a Jenniffer González, governadora de Porto Rico, e ao secretário de Energia dos EUA, com o alegado atraso na liberação dos recursos. O montante, que pretendia equipar famílias vulneráveis com energia confiável, seria investido na melhoria da rede elétrica da ilha, que sofreu danos significativos com o Furacão Maria em 2017 e enfrenta decadência estrutural há anos.
Mais de 6 mil casas já receberam instalações de painéis solares. Contudo, outras 12 mil famílias ficaram em suspenso com a decisão de cancelar os fundos, de acordo com as organizações signatárias. A carta aponta a urgência de manter o apoio, dada a dependência de energia para pessoas com condições médicas, como ventiladores, aparelhos de oxigênio e refrigeração de medicamentos.
Contexto e impactos
A energia solar residencial tem crescido em Porto Rico; a Administração de Informação de Energia dos EUA informa instalação de cerca de 192 mil sistemas até o final de 2025. Entre as famílias beneficiadas, muitas residem em áreas rurais e montanhosas, como Adjuntas, Jayuya e Orocovis, onde a mobilidade já é desafiada.
Porto Rico enfrenta uma alta taxa de pobreza e custos de energia elevados. Casos de usuários que dependem de máquinas médicas ou aparelhos de uso contínuo são citados como exemplos de risco de descontinuidade energética se o apoio for cancelado. Organizações de defesa de pessoas com deficiência destacam o papel crítico de energia estável para a qualidade de vida e a segurança de pacientes.
A líder da Federação Hispânica, que coordena ações de plantio, educação e instalação, afirma que a indisponibilidade de energia constante representa risco de danos à saúde. A instituição também alerta que atrasos na decisão sobre os fundos deixam famílias sem resposta, mesmo com avaliações de elegibilidade já concluídas.
O Departamento de Energia dos EUA não indicou quem receberá os sistemas e quando, mantendo a incerteza para famílias já iniciando ou aguardando visitas e preparações para a instalação das baterias. A administração local sustenta que o recurso federal não está disponível, destinando-se a reformas da rede elétrica da ilha.
Entre na conversa da comunidade