- Abrasel afirma que o fim da escala 6×1 (seis dias trabalhando) para 5×2 e a redução de 44 para 40 horas semanais podem ficar sem aprovação se o custo da mudança for amplamente divulgado, levando cerca de 45 dias de campanha junto à sociedade.
- Solmucci estima que restaurantes precisam subir preços em torno de 7% para compensar os custos com contratação de mais trabalhadores ou redução de dias de funcionamento; a opção de manter serviços todos os dias também é discutida.
- O presidente da Abrasel critica a pressa do governo e diz que, sem estudos de impactos, a mudança pode depender de apoio eleitoral; ele classifica o tema como “indecente oportunismo eleitoral”.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin afirma que, se houver redução de horas, a produtividade via tecnologia pode compensar, mas ressalta que isso não resolve a necessidade de manter serviços sete dias por semana.
- Pesquisas apontam apoio da população à mudança: Datafolha mostra 71% favoráveis; para a Abrasel, é necessário convencer parte da sociedade sobre os custos, sob risco de o tema perder apoio no Congresso.
O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais ganham espaço no debate público. A Abrasel afirma que o setor pode sentir o impacto por ser intensivo em mão de obra, com custos que podem se refletir no preço final ao consumidor. O presidente Paulo Solmucci sinaliza otimismo de que a mudança não será votada no Congresso, caso haja clareza sobre os custos.
Solmucci aponta que a mudança exigiria elevado reajuste de preços para recompor a folha de pagamento. Na visão dele, restaurantes teriam que reajustar em torno de 7% para manter operações, caso pessoas não trabalhem no sexto dia da semana. A comparação é com potenciais altas em outros serviços.
A reportagem consultou o tema junto ao governo e a especialistas, que discutem impactos, prazos e substituições por meio de produtividade. A ideia é avaliar se a transição pode ocorrer de forma gradual sem prejudicar serviços essenciais.
Posição do setor de bares e restaurantes
Para o setor, a proposta é vista como oportunismo eleitoral que desconsidera custos para a sociedade. A Abrasel critica a pressa na votação em ano eleitoral e questiona estudo de impactos financeiros. O grupo ressalta a necessidade de dados antes de decidir.
Perspectivas e avaliação pública
Alguns membros do governo defendem que avanços tecnológicos podem compensar a redução de horas, sem desconsiderar a necessidade de funcionamento de serviços como alimentação e saúde. Há ressalvas sobre a viabilidade de medir efeitos antes de outubro e sobre a abrangência da mudança.
Desdobramentos e próximos passos
A avaliação é de que a decisão dependerá de como a sociedade percebe os custos. Pesquisas indicam apoio majoritário à ideia de fim da escala 6×1, mas o impacto real sobre preços e empregos ainda é tema de debate. O Congresso deverá considerar argumentos técnicos e políticos nos próximos dias.
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