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Governo estima R$ 51 bilhões em emendas na PLDO 2027

PLDO de 2027 prevê R$ 51 bilhões em emendas impositivas, consumindo espaço fiscal e limitando ajustes para atingir a meta, sujeito a alterações no Congresso

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Na pauta, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2020, que atribui somente à União a tarefa de legislar sobre defesa cibernética e segurança cibernética, transporte de valores e segurança das instituições financeiras. Mesa: presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG); secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Gustavo A. Sabóia Vieira; senador Chico Rodrigues (PSB-RR). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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  • O governo apresentou o PLDO de 2027 na quarta-feira, 15, estimando cerca de R$ 51 bilhões em emendas parlamentares.
  • Esses recursos vêm das despesas discricionárias, que vêm encolhendo por causa do aumento dos gastos obrigatórios.
  • As emendas são impositivas, o que significa que precisam ser executadas.
  • O uso das emendas reduz o espaço fiscal disponível e pode dificultar o ajuste para cumprir a meta fiscal, com superávit esperado a partir de 2027.
  • O texto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que pode alterar os valores durante a tramitação.

O governo apresentou nesta quarta-feira o PLDO de 2027, que define as diretrizes para o próximo orçamento. O texto aponta aproximadamente R$ 51 bilhões em emendas parlamentares, consumindo parte relevante do espaço fiscal disponível.

As emendas são descritas no documento como impositivas, o que significa que devem ser executadas. Esse condicionante reduz o espaço para outras despesas e restringe a atuação do governo na função de cumprir a meta fiscal prevista para o próximo ano.

O espaço discricionário — utilizado em investimentos e manutenção da máquina pública — vem diminuindo nos últimos anos com o aumento dos gastos obrigatórios. A partir de 2027, esse quadro pode ficar ainda mais stagado pela concentração das emendas.

Decisão institucional e tramitação

O PLDO 2027 ainda precisa passar pelo Congresso Nacional, onde há influência direta sobre a destinação dos recursos. Durante a tramitação, parlamentares podem negociar ajustes nos valores das emendas.

O governo sustenta que a definição do orçamento de 2027 já antecipa a programação financeira para o primeiro ano do próximo governo, uma vez que 2026 é ano eleitoral. A expectativa é de que o Congresso confirme ou modifique as previsões apresentadas.

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