- Governo estima economia de R$ 80 bilhões em gastos para 2027 com medidas já aprovadas.
- Dívida pública deve chegar a 87,9% do PIB em 2029, segundo projeções da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027.
- Não há novas medidas de aumento de receita nem de redução de despesas previstas; ajuste fiscal de R$ 100 bilhões entre 2025 e 2026 já ocorreu.
- Anexo da LDO aponta economia menor, de R$ 16 bilhões, em revisões de Proagro, Previdência Social e BPC.
- Despesas primárias devem cair de 19,4% do PIB em 2026 para 18,9% em 2027; déficit real pode chegar a R$ 29,1 bilhões, com a dívida subindo até 87,8% do PIB em 2029.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estima uma economia de gastos de R$ 80 bilhões em 2027, com medidas já aprovadas, mas aponta alta da dívida pública até 2029. O anúncio foi feito durante a apresentação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, considerado o orçamento do próximo mandato.
Segundo o governo, não há planos de aumentar receitas nem de reduzir despesas adicionais além das medidas já em vigor. O ajuste fiscal de R$ 100 bilhões entre 2025 e 2026 é citado como base, e a economia de 2027 decorre de gatilhos que restringem benefícios tributários, controle de despesas com pessoal e recadastramento de programas sociais.
Além disso, o governo destaca que as medidas não são cortes de despesas, mas ajustes para evitar gastos que surgiriam sem intervenção. Entre os itens em avaliação estão o recadastramento de programas sociais, a limitação do crescimento real de despesas com pessoal e o alinhamento de algumas despesas ao arcabouço fiscal.
Detalhes do PLDO 2027
No anexo de revisão de despesas, a economia prevista cai para cerca de R$ 16 bilhões, com revisões no Proagro, na Previdência Social e no Benefício de Prestação Continuada (BPC). A diferença em relação aos R$ 80 bilhões está na natureza das medidas: já aprovadas versus ajustes em análise.
Despesas primárias do governo devem recuar de 19,4% do PIB em 2026 para 18,9% em 2027. A meta de superávit para 2027 é de R$ 73,2 bilhões, com exceções que podem reduzir o resultado efetivo, levando, potencialmente, a um déficit de até R$ 29,1 bilhões.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) é apresentada com trajetória de elevação. O governo projeta 83,6% do PIB em 2026, 86% em 2027 e 87,8% em 2029, com queda prevista apenas a partir de 2030, após o pico. O nível de endividamento atual já contempla efeitos do gasto público de longo prazo.
Perspectivas e balanço fiscal
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que as projeções atualizam o cenário, priorizando metas fiscais de superávit para estabilizar a dívida. Ele ressaltou que o cumprimento dessas metas é visto como essencial para manter conquistas sociais.
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