Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Guerra no Irã e tarifas de Trump afetam o comércio exterior do Brasil

Exportações brasileiras para os EUA caem 18,7% no 1º tri de 2026, enquanto China ganha participação e petróleo enfrenta pressão de preços e oferta

Lia Valls, consultora do FGV Ibre, destaca que tarifas e guerra no Oriente Médio trazem cenário de total incerteza — Foto: Rogerio Vieira/Valor
0:00
Carregando...
0:00
  • O Indicador de Comércio Exterior (Icomex) da FGV Ibre aponta que o 1º trimestre foi marcado pela turbulência causada pela crise entre EUA e Irã, impactando petróleo e derivados.
  • O superávit com petróleo bruto subiu de US$ 7,9 bilhões para US$ 11,0 bilhões; derivados de petróleo mantiveram saldo negativo e dependem das importações de óleos combustíveis.
  • Exportações brasileiras para os EUA caíram 18,7% no 1º trimestre de 2026 ante o mesmo período de 2025; a participação dos EUA nas exportações caiu de 12,5% para 9,5%.
  • A participação da China nas exportações brasileiras subiu de 25,5% para 29% no mesmo recorte temporal.
  • Entre 28 setores analisados, 24 reduziram as vendas aos EUA no 1º trimestre de 2026, enquanto quatro aumentaram, como máquinas e equipamentos elétricos, fumo, máquinas e equipamentos e informática.

O Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da FGV Ibre, aponta que o 1º trimestre teve um novo choque causado pela política dos EUA no Irã. O mercado de petróleo e derivados foi o principal afetado no curto prazo.

Lia Valls, consultora do Icomex, afirma que o momento é de incerteza, com anúncios de trégua e novos desdobramentos que influenciam o comércio externo. O estudo destaca ainda a imprevisibilidade gerada pela atuação das instituições multilaterais.

O relatório ressalta que o não cumprimento de regras do direito internacional aumenta a volatilidade, impactando a agenda econômica global e as relações comerciais.

Impacto no petróleo brasileiro

No 1º trimestre, o superávit do Brasil com petróleo bruto subiu de US$ 7,9 bilhões para US$ 11 bilhões, em relação ao mesmo período de 2025. Os derivados, porém, seguem com saldo negativo. A dificuldade atual envolve principalmente as importações de óleos combustíveis.

O FGV Ibre aponta que o alerta sobre os derivados depende de como se desenrolar o conflito no Irã, já que o impacto inicial ocorreu nos preços e o abastecimento pode sofrer novos efeitos.

Mercado externo: EUA e China

O Icomex de março detalha as exportações brasileiras aos EUA, com queda maior depois do tarifário. Entre 1T2026 e 1T2025, as exportações para os EUA recuaram 18,7%. Entre 1T2025 e 1T2024 houve queda de 0,8%.

Entre os 28 setores analisados, 24 reduziram as exportações aos EUA no 1º trimestre de 2026 em relação a 2025. Quatro setores registraram alta: máquinas e equipamentos elétricos, fumo, máquinas e equipamentos, e produtos de informática.

A participação americana nas exportações brasileiras caiu de 12,5% para 9,5%, na comparação entre 1T2025 e 1T2026, enquanto a participação chinesa subiu de 25,5% para 29%. Segundo o FGV Ibre, o tarifaço parece ter produzido efeito contrário ao objetivo de reduzir a presença da China na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais