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Ibovespa fecha em 196,8 mil pontos com pressão de Ambev e Embraer

Ibovespa fecha queda pelo segundo dia, pressionado por Ambev e Embraer, com volatilidade global e dólar estável em R$ 4,993

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  • Ibovespa fechou aos 196.818,59 pontos, queda de 0,46%, sendo o segundo pregão seguido de baixa após 11 altas consecutivas.
  • Ambev, Embraer e Vale tiveram as maiores pressões negativas; Petrobras ajudou a limitar as perdas, com alta do petróleo no mercado internacional.
  • Sessão marcada pela volatilidade: veio de recuperação acima de 198 mil pontos pela manhã, mas terminou em queda no período da tarde.
  • DIs avançaram ao longo de toda a curva, sinalizando maior cautela com o cenário inflacionário; o dólar comercial ficou estável, em torno de R$ 4,993.
  • O noticiário externo manteve o mercado atento a fatores como guerra no Oriente Médio, desdobramentos com o Irã e impactos sobre petróleo, inflação e política monetária.

O Ibovespa fechou em queda pela segunda sessão seguida, encerrando aos 196.818,59 pontos, queda de 0,46% e perda de 919,02 pontos. O recuo veio após uma sequência de fortes altas, em meio a realização de lucros. O pregão ampliou o recuo após 11 altas consecutivas.

A sessão foi marcada por volatilidade. Pela manhã, o índice chegou a testar 198 mil pontos, mas perdeu fôlego na parte da tarde e fechou no negativo.

Mesmo com a queda, o Ibovespa permanece em patamar elevado, cerca de 8 mil pontos acima do nível anterior à guerra no Oriente Médio, quando o índice ficou em torno de 188 mil pontos.

Destaques da sessão

As ações de peso pressionaram o índice, com destaque para Ambev (ABEV3), entre as mais negociadas e em forte recuo, e Embraer (EMBJ3), que teve queda mais expressiva. Vale (VALE3) também operou no negativo ao longo do dia. Varejo e small caps também registraram quedas, refletindo cautela.

No lado positivo, Petrobras (PETR3; PETR4) ajudou a limitar as perdas, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional.

Cenário externo e câmbio

O mercado acompanhou o noticiário global, com atenção aos desdobramentos do conflito envolvendo o Irã, falas sobre possível acordo nuclear e a elevação do preço do petróleo, que sustenta o setor, mas pressiona a inflação. No Brasil, a curva de juros avançou por toda a curva, sinalizando cautela com o cenário inflacionário.

O dólar fechou praticamente estável, com leve alta de 0,02%, a R$ 4,993, interrompendo uma sequência de quedas. O ambiente global mostrou misto, com o índice DXY em leve alta frente às principais divisas.

Olhando adiante

O recuo é visto como ajuste natural após o rali recente, mantendo o Ibovespa em patamar elevado graças ao fluxo estrangeiro e ao desempenho do ano. O mercado segue atento a notícias internacionais e ao impacto de petróleo, inflação e política monetária global. A volatilidade deve permanecer no curto prazo, com calibragem de posições após as altas recentes.

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