- O Ibovespa abriu o pregão com leve baixa, com investidores possivelmente realizando lucros após altas recentes.
- Na terça-feira, o índice fechou em 198,6 mil pontos, em nível histórico, e ainda busca chegar aos 200 mil pontos.
- O dólar encerrou em 4,993, o menor patamar desde março de 2024, sustentado pela entrada de capitais estrangeiros.
- O Brent opera em alta de 1,6%, a 96,35 dólares por barril, com tensões no Estreito de Ormuz elevando o preço e beneficiando a Petrobras.
- O cenário externo permanece favorável ao fluxo de capitais para mercados emergentes, com agenda doméstica destacando dados do setor externo e declarações do Banco Central.
O Ibovespa abriu a sessão desta quarta-feira (15) em queda suave no pré-mercado, com investidores podendo realizar lucros dos últimos dias. O índice chegou a superar 199 mil pontos na terça (14) e fechou em 198,6 mil, em nível histórico.
A liquidez externa segue favorável ao Brasil, sustentando a alta do Ibovespa mesmo diante de possíveis realizações. Até o dia 9 de abril, a entrada líquida de recursos somava R$ 11,55 bilhões no mês, elevando o saldo do ano para quase R$ 65 bilhões (excluindo ofertas de ações).
O dólar encerrou a terça em R$ 4,993, menor patamar desde março de 2024, refletindo a entrada de capitais e menor pressão inflacionária de curto prazo.
Cenário internacional e petróleo
O petróleo Brent opera em alta de 1,6%, a US$ 96,35 por barril, com o mercado repercutindo a possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz por forças americanas. O estreito escoa cerca de 20% do petróleo mundial, elevando as preocupações de oferta.
Austeridade de riscos no Oriente Médio alimenta a cautela global. Questionamentos sobre o desfecho das negociações entre EUA e Irã mantêm investidores em posição conservadora, impactando posições de ativos de risco.
Para o Brasil, a valorização do Brent ajuda as ações da Petrobras, que acompanham o movimento do petróleo e representam peso relevante no Ibovespa, particularmente em sessões de realização setorial.
Perspectivas de mercado e agenda
O Ibovespa caminha com a expectativa de alcançar os 200 mil pontos como próxima resistência. O fluxo estrangeiro e a expectativa de juros em queda em economias desenvolvidas continuam a atrair capitais para mercados emergentes, com o Brasil se destacando.
Os contratos futuros de índices americanos e o ETF EWZ apresentam leve recuo no pré-mercado. Além do petróleo, o front de resultados do primeiro trimestre de grandes bancos dos EUA é área de atenção dos investidores.
Dados e referências do dia
No Brasil, o calendário traz dados do setor externo e declarações de membros do Banco Central. Nos EUA, os destaques são os resultados trimestrais de bancos de grande porte. A divulgação de indicadores locais e externos ajuda a calibrar a percepção de risco e fluxo de capitais.
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